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Vasco entra com recurso na Justiça para ter Maracanã contra o Boca e ganha apoio do Ministério Público

O Vasco da Gama entrou com recurso na Justiça para ter o Maracanã no jogo contra o Boca Juniors, no dia 20, pela semi da CONMEBOL Sul-Americana.

Em agravo de instrumento enviado na noite desta segunda-feira (5) à 23ª Câmara de Direito Privado do Rio de Janeiro, o Cruzmaltino voltou acusar a concessionária Fla-Flu Serviços S.A. de “tratamento desigual” e solicitou que a decisão da 1ª instância, que negou o uso da arena ao clube, seja revertida, com concessão de antecipação da tutela recursal.

O Vasco pede à 2ª instância que determine imediatamente que o consórcio disponibilize o Maracanã para o confronto contra o Boca, assegurando:

  • O uso do estádio e de suas instalações;

  • As mesmas condições comerciais e operacionais concedidas a Flamengo e Fluminense;

  • A carga máxima de ingressos permitida;

  • A autorização para mosaico e elementos da torcida;

  • A aplicação de multa diária de R$ 1 milhão em caso de descumprimento;

No agravo, o Cruzmaltino usa uma série de argumentos para convencer a Justiça, desde a recomendação da Polícia Militar do Rio, que indicou o Maracanã como “estádio preferencial” da partida ao invés de São Januário ou Nílton Santos, até alegações de “falta de isonomia” da concessionária com o Cruzmaltino quando comparado com o tratamento dado à dupla Fla-Flu.

O time da Colina também diz que o consórcio entrou em contradição na Justiça ao afirmar que quer proteger o gramado, já que “recebe shows, eventos religiosos e outras atividades” que impactam o campo, e apontou que o argumento da preservação da grama “não justificaria impedir especificamente o Vasco de jogar”, enquanto Flamengo e Fluminense têm suas partida liberadas.

O Cruzmaltino ainda ressalta que o “risco de dano ao gramado” é “eparável”, enquanto a perda da partida no estádio seria “irreversível”.

No entendimento dos advogados vascaínos, há:

  • Forte probabilidade de seu direito ao uso do Maracanã;

  • Tratamento desigual em relação a Flamengo e Fluminense;

  • Recomendação da segurança pública para que o jogo seja no Maracanã;

  • Interesse coletivo para que o jogo seja no Maracanã;

O caso agora aguarda decisão do desembargador Alexandre de Carvalho Mesquita.

A equipe da Colina tem até o próximo sábado (10) para indicar à Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) o estádio da partida.

Vasco ganha apoio do MP

Nos autos, o Vasco ainda anexou uma manifestação de apoio do MP-RJ (Ministério Público do Rio de Janeiro), que recomendou formalmente à Fla-Flu Serviços S.A. que libere a realização do duelo contra o Boca Juniors no Maracanã.

Através do Gaedest (Grupo de Atuação Especializada do Desporto e Defesa do Torcedor), o órgão disse que a Polícia Militar se manifestou contra a realização da partida em São Januário e indicou o Maracanã como o estádio mais adequado sob o ponto de vista da segurança pública.

De acordo com o ofício da PM:

  • São Januário não atenderia adequadamente às exigências de capacidade e logística para uma semifinal continental;

  • Haveria dificuldades para receber e controlar a torcida visitante argentina;

  • O entorno do estádio apresenta limitações viárias e operacionais relevantes;

  • O Maracanã possui melhor infraestrutura, transporte, capacidade de público e histórico de operação de grandes eventos;

O MP ainda argumenta à concessionária que a preservação do gramado é um “interesse operacional e patrimonial”, enquanto a “segurança pública tem prioridade” na questão.

O orgão ainda afirma que houve “diversas situações em que Flamengo e Fluminense utilizaram o estádio com intervalos entre jogos iguais ou menores do que aqueles usados para justificar negativas ao Vasco”, observando que isso pode” caracterizar tratamento desigual ou discriminatório”, o que é “vedado pelo contrato de concessão” no Maracanã.

Por isso, o Ministério Públicou recomendou ao consórcio que:

  • Disponibilize o Maracanã ao Vasco para o jogo contra o Boca;

  • Crie e publique critérios objetivos, transparentes e isonômicos para concessão do estádio a qualquer clube;

  • Pare de aplicar critérios diferentes a clubes não integrantes da concessionária em comparação com Flamengo e Fluminense;

A concessionária agora recebeu prazo de 48 horas para responder se acatará ou não a recomendação.

Na manifestação, o MP ainda alerta que o descumprimento poderá resultar em medidas extrajudiciais ou judiciais, inclusive ação civil pública e comunicação ao poder concedente para apuração de possível descumprimento contratual.

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Vasco x Boca no Nílton Santos? Veja cenário de ‘pressão’ colocada por concessionária Fla-Flu

Vasco indicou à Conmebol que jogo será no Rio

Mais cedo, a ESPN noticiou que o Vasco indicou à Conmebol que o duelo contra o Boca não será fora do Rio de Janeiro. O prazo final para notificar a entidade sobre uma possível partida fora da cidade se encerrava nesta segunda-feira (5).

De acordo com fontes, foram feitas consultas ao Mané Garrincha, em Brasília, e à Arena da Amazônia, em Manaus. No entanto, o Cruzmaltino decidiu o confronto contra os argentinos será na capital fluminense, restando “apenas” apontar agora o estádio.

Pessoas ouvidas pela reportagem salientaram que o “plano A” do time da Colina segue sendo o Maracanã, mesmo com os dois “nãos” recebidos até agora – um na última sexta-feira (2), na ação pública movida por um torcedor, e outro nesta segunda, no processo do próprio Vasco contra a concessionária Fla-Flu Serviços S.A., responsável pela administração da arena.

Como “ganhou” mais cinco dias de prazo, já que a indicação final da sede do jogo deve ser feita até sábado (10), o clube presidido por Pedrinho seguirá tentando todos os recusos possíveis na Justiça pelo Maracanã até que as opções se esgotem.

Caso o “Maior do Mundo” não seja mesmo liberado pelo poder judiciário, o “plano B” é São Januário.

Para atuar sem sua casa, porém, o Vasco precisaria convencer a Conmebol, pois a capacidade de público do estádio (pouco mais de 21 mil) fica abaixo do mínimo exigido pela entidade (30 mil pessoas, com 4 mil ingressos para visitantes). Além disso, a Polícia Militar se mostrou contrária a fazer o confronto na Colina Histórica, apontando justamente o Maracanã como local ideal.

A seu favor, a equipe carioca possui um parecer positivo do Corpo de Bombeiros, que apontou que seria possível ampliar a capacidade da casa vascaína a um total de 24 mil lugares – uma parte considerável disso serviria para atender os argentinos.

No caso dos dois planos anteriores falharem, a terceira opção seria o Nílton Santos, do Botafogo.

A arena tem a capacidade mínima exigida pela Conmebol e um setor visitante que possibilita a venda de 4 mil ingressos para a torcida do Boca. No entanto, o gramado sintético pesa contra, já que a comissão técnica e a diretoria do Cruzmaltino veem o piso artificial como desvantagem competitiva.

Agora, o Vasco seguirá acompanhando as atualizações da Justiça até o próximo sábado, quando terá que definir de vez o local do confronto contra os xeneizes. A ida da semifinal acontecerá no dia 13, em La Bombonera.

Próximos jogos do Vasco:

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Créditos Imagens: Reprodução Internet

Fonte: Clique aqui

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