Senado aprova plano para fabricação de fertilizantes no Brasil
O plenário do Senado Federal aprovou, na tarde desta terça-feira (11), em votação simbólica, o Projeto de Lei 699/2023, que institui o Programa de Desenvolvimento da Indústria de Fertilizantes (Profert), com incentivos fiscais e a criação de fundo para apoiar a produção nacional. O objetivo é reduzir a dependência da importação desses nutrientes, utilizados em larga escala na agricultura brasileira.
O projeto agora vai à sanção presidencial. Entre outras medidas, o novo programa prevê isenções de impostos para a importação de máquinas e estabelecimento de plantas industriais para a fabricação desses ingredientes em território nacional.
O texto referendado pelos senadores é um substitutivo oriundo da Câmara dos Deputados, com adequações de redação sugeridas pela relatora Tereza Cristina (PP-MS).
“O projeto que vai resgatar aquilo que o Brasil precisa, há anos, [reduzir] a sua dependência da totalidade das importações de fertilizantes, trazendo a tão falada, atualmente, soberania. A soberania dos nossos fertilizantes é importantíssima para a agricultura brasileira”, destacou a senadora.
Os fertilizantes são insumos utilizados na agricultura para fornecer às plantas nutrientes essenciais ao seu desenvolvimento e à formação de folhas, raízes, frutos e sementes. Os principais são os fertilizantes nitrogenados, fosfatados e potássicos, que fornecem, respectivamente, nitrogênio, fósforo e potássio, conhecidos pela sigla NPK, que são fundamentais para a produtividade das lavouras.
Em 2025, foram importadas 43,3 milhões de toneladas de fertilizantes intermediários, segundo a Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). Entre os principais produtos estão o cloreto de potássio, a ureia e o fosfato monoamônico (MAP).
O Brasil importa mais de 80% dos fertilizantes utilizados pelo agronegócio, especialmente na produção de commodities como soja, milho e cana-de-açúcar, tornando a agricultura brasileira sensível às oscilações de preços internacionais, do câmbio e das condições geopolíticas. Nos últimos anos, esses produtos vêm sendo adquiridos principalmente de países como Rússia e China.
A votação no Senado ocorre após a volta do recesso, na semana de esforço concentrado para votar proposições em plenário e nas comissões. De acordo com o presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP), serão duas semanas de esforço concentrado antes das eleições, entre 10 e 14 de agosto, e entre 31 de agosto e 3 de setembro, calendário que também será seguido pela Câmara dos Deputados.
Nesses dois períodos, há a expectativa de votação de medidas provisórias (MPs) que abrem crédito extraordinário e precisam de aprovação parlamentar para não perderem a validade ao longo das próximas semanas.

maio 17, 2026Com Vinicius Jr. e Mbappé titulares, Real Madrid v… - Leia Mais...
julho 27, 2026Empreender na terceira idade triplica renda, mostra estudo do Sebrae - Leia Mais...
maio 2, 2026Inscrições de estudantes na Obmep Mirim ficam abertas até 8... - Leia Mais...
junho 14, 2026Lula no G7 gera expectativa por tarifa dos EUA e... - Leia Mais...
dezembro 8, 2025Lula propõe reunião dos Poderes para tratar de feminicídio - Leia Mais...
dezembro 15, 2025Atividade econômica brasileira contraiu 0,2% em outubro - Leia Mais...
janeiro 17, 2026Defesa Civil emite, pela 1ª vez, alerta extremo para celulares... - Leia Mais...
junho 21, 2026OPINIÃO: As convicções de Ancelotti e o time que o... - Leia Mais...
dezembro 17, 2025Formatura da EJA celebra conclusão do ensino médio de 293... - Leia Mais...
março 4, 2026Funceb inaugura exposição com artistas contemplados na 10ª edição do... - Leia Mais...
janeiro 2, 2026Fora da Copinha, Flamengo ‘escala time’ para a competição - Leia Mais...
abril 8, 2026MAM-BA promove roda de conversa sobre prevenção à violência de... - Leia Mais...















