Palacete Imperial acumula denúncias de abandono no centro do Rio
Quem circula pelo centro do Rio de Janeiro, perto da região do Campo de Santana, pode observar um prédio centenário da cidade em completo estado de abandono. Uma situação que vem preocupando quem mora e frequenta a área todos os dias.
Interditado pela Defesa Civil desde 2008, o Palacete Imperial, localizado na esquina da Praça da República com a Rua Visconde do Rio Branco, abrigou diversas instituições desde a sua fundação em 1862. E testemunhou eventos importantes para a história do país, como a Proclamação da República, em 1889.
Porém, em 2026, o prédio acumula denúncias de depredação e ocupação irregular, além de problemas graves relacionados à estrutura. Moradores da área contam que o prédio está ocupado por pessoas em situação de rua, e que, apesar de promessas de revitalização, nenhum dos projetos foi finalizado.
O Palacete Imperial está sob propriedade da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) desde 1978, e já foi sede da Escola de Comunicação e do Instituto de Eletrotécnica. Mas desde 2012 a edificação, patrimônio tombado da cidade, passou a ser responsabilidade do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).
Obras – O objetivo era instalar no prédio o Centro Nacional de Arqueologia (CNA), porém as negociações não avançaram. Em nota, o Iphan informou que realizou obras emergenciais no Palacete Imperial, e que cumpriu todas as intervenções que cabiam a instituição no acordo com a UFRJ, incluindo a limpeza da edificação.
“O Iphan esclarece que a finalidade prevista para o imóvel era exclusivamente a instalação do Centro Nacional de Arqueologia (CNA). No entanto, diante da atual estrutura organizacional da autarquia e da implantação do CNA na sede do Instituto, em Brasília, o edifício deixou de atender à finalidade originalmente estabelecida”, informou a nota.
O Iphan também esclareceu que entrou com um pedido para encerrar o contrato de responsabilidade com a UFRJ, e o processo segue em tramitação.
Defesa Civil – Em resposta, o Centro de Operações Rio informou que a estrutura segue interditada pela Defesa Civil por risco de desabamento, que foram realizadas cerca de dez vistorias no local desde 2008, e que tanto o Iphan quanto à UFRJ foram notificados acerca dos problemas estruturais.
Além disso, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento também emitiu vários atos de fiscalização para a tomada de providências.
Procurada pela a Agência Brasil para prestar esclarecimentos, a Universidade Federal do Rio de Janeiro não se manifestou até a publicação desta matéria.
*Estagiária sob responsabilidade da jornalista Mariana Tokarnia.

abril 9, 2026Equipe do IBRAM visita Museu do Recôncavo Wanderley Pinho e... - Leia Mais...
janeiro 12, 2026Solidariedade: mais de 56,4 milhões de notas fiscais foram compartilhadas... - Leia Mais...
agosto 8, 2026Partidos têm até o dia 15 para registrarem candidaturas nos... - Leia Mais...
abril 27, 2026Embraer registra aumento de 22% em pedidos no primeiro trimestre - Leia Mais...
junho 17, 2026Bilhetes para o sorteio de junho da campanha Nota Premiada... - Leia Mais...
março 27, 2026Inema retoma divulgação dos boletins de balneabilidade das praias da... - Leia Mais...
março 26, 2026CMN reduz juros de financiamentos a cooperativas rurais pelo Pronaf - Leia Mais...
julho 13, 2026Boletim Focus: mercado reduz expectativa de inflação para 5,16% - Leia Mais...
janeiro 27, 2026Lula homenageia vítimas do Holocausto e condena autoritarismo - Leia Mais...
janeiro 12, 2026Rodízio de carros em SP volta a valer nesta segunda-feira... - Leia Mais...
abril 25, 2026Audiência pública debate PL de reparação histórica em São Paulo - Leia Mais...
abril 20, 2026Na Alemanha, Lula defende pioneirismo de biocombustíveis brasileiros - Leia Mais...















