No Dia da Mandioca, pesquisa e parceria movem o avanço da cultura na Bahia
Foto: Rebeca Falcão/Seagri
Cultivada em todos os estados brasileiros e presente em cadeias da alimentação ao setor farmacêutico, a mandioca foi celebrada nesta quarta-feira (22) na Bahia com avanços concretos. São novas variedades desenvolvidas pela ciência, tecnologias no campo e espaços de diálogo entre produtores, pesquisadores e governo. E as Câmaras Setoriais da Agropecuária da Bahia, coordenadas pela Secretaria da Agricultura do Estado da Bahia (Seagri), são um dos principais instrumentos desse processo.
Para o secretário de Agricultura da Bahia, Vivaldo Góis, a data reforça o papel estratégico da cultura. “A mandioca representa economia, renda e segurança alimentar para milhares de famílias baianas. A Bahia tem investido em pesquisa, capacitação dos produtores e no fortalecimento de espaços democráticos de diálogo entre produtores, pesquisadores e governo”, afirmou Góis.
Nesse esforço, a Seagri atua como articuladora do setor por meio das 22 Câmaras Setoriais da Agropecuária da Bahia — espaços onde produtores, pesquisadores e poder público sentam à mesma mesa para definir os rumos das cadeias produtivas. A da mandioca é uma delas: um fórum permanente que transforma debate em estratégia para o cultivo no estado.
Na base desse avanço está a Embrapa Mandioca e Fruticultura, em Cruz das Almas. A instituição mantém um banco ativo de germoplasma com o acervo completo de variedades da cultura — ponto de partida para os cruzamentos que geram novos híbridos. O chefe-geral da unidade, Francisco Laranjeira, destacou que o trabalho é conduzido em parceria com diferentes instituições no estado.
“A partir dessas atividades, é possível lançar novas variedades, sempre com foco em maior produtividade, resistência a pragas e doenças e facilidade de manejo”, disse Laranjeira. Ao longo dos anos, mais de 40 variedades foram lançadas e hoje são usadas por agricultores em diversas regiões do país, incluindo a Bahia. No estado, o cultivo é mais intenso no Baixo Sul, Extremo Sul, Sudoeste e Litoral Norte.
Além do desenvolvimento de novas variedades, a Embrapa avançou em tecnologias para o sistema de produção. Entre os destaques estão o plantio direto, que reduz o revolvimento do solo e conserva água, e o zoneamento agrícola de risco climático (ZARC), que indica os melhores municípios e períodos de plantio. Quando adotadas, suas recomendações também facilitam o acesso a financiamento rural.
Fonte: Ascom/Seagri

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