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Jhonata Diniz revela bastidores de Poatan durante camp

O brasileiro Jhonata Diniz enfrenta o canadense Tanner Boser no card preliminar do UFC Edmonton, neste sábado (17), a partir das 17h (de Brasília). Vindo de derrota para o português Mario Pinto no Rio de Janeiro, o brasileiro encontrou em Alex Poatan e Glover Teixeira uma oportunidade de evoluir antes de sua próxima luta.

Jhonata treina na Teixeira MMA and Fitness, academia de Glover, e faz sparrings diretamente com Alex. Diniz, que também é um striker muito condecorado, reconhece o quanto trocar conhecimentos com um campeão de kickboxing.

Em entrevista ao ESPN.com.br, Jhonata explicou como melhorou seu jogo sob a tutela de Poatan, trocando correções com o campeão do UFC, que agora ocupa a mesma categoria que ele.

“É um negócio muito legal. Rola uma troca muito grande. Se ele vê alguma coisa, uma parte técnica, ele pega e me ajusta; eu enxergo alguma coisa, troco uma ideia e mostro pra ele. O meu treinador ajuda bastante também. Rolou uma parceria bem legal assim, e eu estou bem feliz com essa conexão que a gente vem fazendo. Vai durar por bastante tempo”, explica o brasileiro.

Estando na academia do Glover desde antes da luta de Poatan na Casa Branca, em junho, Jhonata presenciou um período movimentado na vida do ex-campeão dos meio-pesados. Fora seu embate com Ciryl Gane, que foi recheado de polêmicas, mais recentemente Alex se envolveu em uma discussão on-line com Valter Walker, após este afirmar que Sergei Pavlovich traria problemas para o índio quando se enfrentassem no UFC 335.

Desde então, Alex e Valter vêm trocando provocações nas redes sociais, com Walker inclusive propondo um embate contra Poatan caso as circunstâncias se alinhem com uma derrota para Pavlovich e mais uma vitória do “Clean Monster”. Acompanhando o dia a dia de Pereira na academia, Jhonata não enxerga que esses desentendimentos afetam o índio de alguma forma, mas também não acha que são apenas promoção.

“Eu não acredito que seja para vender luta, porque não é o perfil do Alex fazer isso. Mas também é uma coisa que, para ele, não interfere em nada. Ele continua sendo a mesma pessoa nos treinos, não muda nada. Ele sabe lidar muito bem com essas intercorrências que acontecem. Vejo que a galera tá falando muito dele e do Walter, essa treta toda. Mas acho que é um negócio que eles têm que resolver entre eles ali mesmo, e vida que segue”, explica.

Com Poatan 100% focado nos treinos, Diniz se sente confiante para sua luta no sábado. Apesar de reconhecer a qualidade do adversário, que é canadense e luta em casa, Jhonata enxerga que a preferência de seu oponente pelo striking abrirá caminhos para que ele construa um nocaute. E, quando a vitória chegar, o brasileiro já tem em mente quem desafiará no microfone.

“Se eu fosse intimar alguém, eu intimaria o Derrick Lewis. Era para eu ter lutado com ele aqui no Canadá há dois anos, e ele acabou saindo da luta. Eu não consigo estruturar uma escalada completa com nomes certos para depois desta luta, porque o mais importante para mim agora é o sábado. Mas o primeiro nome que me vem à mente para pedir é o Derrick Lewis, porque é um cara com quem tenho muita vontade de sair na mão. É um estilo agressivo, um cara que joga por um soco, tem um poder de nocaute ímpar que dispensa apresentações.”

“Como era pra eu ter feito essa luta com ele há dois anos aqui no Canadá e ele acabou não participando, voltar a lutar nesta mesma arena vai ser uma oportunidade pra eu pedir essa luta e, quem sabe, fechar o combate o mais rápido possível”, finaliza.

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