CBF se explica e justifica procedimento da arbitragem em expulsão de Carrascal
Algumas horas após o fim da Supercopa do Brasil, e o título do Corinthians sobre o Flamengo, a CBF se manifestou pela primeira vez sobre a situação mais polêmica da partida, a expulsão de Jorge Carrascal.
O jogador agrediu Breno Bidon no último lance do primeiro tempo. Após o apito final, Rafael Rodrigo Klein se reuniu com os capitães dos dois times e, depois de uma breve conferência no VAR, sem que o juiz fosse ao monitor, ele pediu que os atletas descessem aos vestiários.
Parecia que a decisão estava tomada, mas não. Após os 15 minutos de intervalo, o árbitro mais uma vez consultou o VAR e, com uma nova imagem, bem mais nítida, dessa vez decidiu mostrar o cartão vermelho ao flamenguista.
De acordo com a CBF, a expulsão “ocorreu após checagem das imagens disponíveis, realizada pela equipe de VAR a partir do momento do lance, e que foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo. Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta.”
Ainda segundo a entidade, “inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta.”
E assim como informou a comentarista Renata Ruel, a atitude do árbitro de ter mostrado o cartão vermelho apenas após o retorno para a segunda etapa, não está errado. A CBF disse que “o procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo.”
Na mesma nota, a CBF confirmou uma queda de energia na região do estádio e que, por alguns minutos, a partida transcorreu sem o uso do VAR.
O que diz a súmula?
Também na noite de domingo, a CBF divulgou a súmula escrita pelo árbitro. Lá, Klein explica o cartão vermelho “por conduta violenta ao golpear fora da disputa de bola, com o braço no rosto e o punho fechado, seu adversário numero 7.”
No mesmo documento, o juiz relata um arremesso de um “saco de pipocas em direção aos árbitros”, e que o mesmo “veio do local onde estava a torcida do Corinthians.”
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Próximos jogos do Corinthians:
Créditos Autor: PJ Godoy, de Brasília
Créditos Imagens: Reprodução Internet

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