Programa QualiTurismo Bahia oferece em Salvador capacitação que valoriza a história e cultura afro | SECOM
A Secretaria de Turismo do Estado (Setur-BA) oferece a capacitação gratuita que aborda história e cultura afro, destinada a guias credenciados que atuam em Salvador, com o objetivo de qualificar o atendimento aos turistas interessados em conhecer mais profundamente a herança africana no território baiano. O curso inclui conteúdos teóricos, com 32 horas de aulas, e visitas de campo a monumentos e instituições que preservam a memória do povo negro. Ele integra o programa QualiTurismo Bahia, que já capacitou 445 profissionais e iniciantes na atividade, em diversas áreas, na capital e no interior. A meta é beneficiar 15 mil pessoas, nas 13 zonas turísticas do estado.
Para ampliar os conhecimentos sobre afroturismo, as aulas teóricas acontecem na unidade do Serviço de Atendimento ao Turista (SAT), no Pelourinho. Ainda na região do Centro Histórico, as visitas dos alunos começaram pela Sociedade Protetora dos Desvalidos, a primeira organização civil negra do Brasil, e pelo Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), com paradas no Largo do Cruzeiro de São Francisco e monumento a Zumbi dos Palmares. O trabalho de conclusão do curso será a criação de um roteiro para o segmento, que cada aluno deverá apresentar.
“Essa capacitação atende à demanda do trade turístico e do sindicato que representa os guias de turismo, para que houvesse uma disseminação do conhecimento sobre a importância do legado africano na cultura baiana, que tanto encanta os visitantes”, explica a diretora de Qualificação da Setur-BA, Juliana Araújo.
“Partimos da história da África sob uma nova perspectiva, que não é a da escravidão, mas de berço da humanidade e das civilizações, além daquela que os europeus encontraram quando trouxeram os escravos para cá, formada por reinos e impérios. Abordamos também a resistência, por meio das lutas quilombolas”, pontua o professor da turma, André Carvalho.
A guia de turismo Gisele França está motivada. “O curso chega num momento valioso, despertando em nós essa valorização e resgate, para que tenhamos a consciência do contexto histórico em que estão a Bahia e o Brasil. Para a conclusão do curso, estou desenvolvendo um roteiro afrogastronômico, com restaurantes do Pelourinho e da Feira de São Joaquim”, relatou.
Fonte: Ascom/Setur-BA

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