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Tormento? Como João Fonseca se saiu em Wimbledon e em outros torneios de grama na carreira

Chegou a hora da estreia de João Fonseca em Wimbledon. O brasileiro disputará seu nono Grand Slam – o terceiro na Inglaterra -, e o primeiro adversário da trajetória será o espanhol Roberto Bautista Agut nesta segunda-feira (29), a partir das 12h (de Brasília). A competição terá transmissão ao vivo de todas as quadras pela ESPN no Plano Premium do Disney+.

Bia Haddad Maia também disputará a competição. A estreia será contra a uzbeque Maria Timofeeva, que passou pelos qualifiers.

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A temporada de grama é mais curta do tênis, composta por apenas sete torneios distribuídos em cinco semanas: Wimbledon (Grand Slam), dois ATPs 500 (Halle e Queen’ Club) e quatro ATPs 250 (Stuttgart, Rosmalen, Malloca e Eastbourne), além dos challengers, de menor pontuação. Como vários são simultâneos, os tenistas precisam escolher os poucos que disputarão a cada ano.

Além de ser o período mais breve do ano, não costuma gerar grandes lembranças para os brasileiros, mais acostumados com outros tipos de pisos, principalmente em Wimbledon. As exceções são Maria Esther Bueno, tricampeã no simples em 1959, 1960 e 1964.

Entre os homens, as melhores participações são de Thomas Koch (1967), Gustavo Kuerten (1999) e André Sá (2002), todos indo até as quartas de final, os últimos dois já na era aberta. Entre as mulheres, Bia Haddad Maia alcançou a quarta rodada em 2023.

Muito da dificuldade dos brasileiros, e sul-americanos em geral, com os torneios de grama está relacionada a dois fatores principais: em primeiro lugar, país não tem grande estrutura em quadras de grama, limitando o contato dos profissionais durante a formação. Por aqui, a maior parte das quadras de alto nível é de saibro.

Além disso, a velocidade da bola nas quadras de grama é a maior em todo o circuito. A bola desliza mais do que no saibro e no piso duro, diminuindo também a altura do quique no chão.

Assim, a combinação de temporada curta, familiaridade menor do que em outras quadras, e a necessidade de um estilo de jogo diferente, impõe desafios extras aos tenistas brasileiros.

A trajetória de João Fonseca nos torneios de grama

Uma vez que a temporada de grama é curta, João, presente no circuito profissional consistentemente apenas desde 2024, não tem um histórico extenso nos torneios com este piso.

As primeiras aparições aconteceram em junho de 2024, quando ainda brigava para entrar no top 200 do ranking da ATP. Foram três competições preparatórias até a estreia em Wimbledon, já em junho.

  • Surbiton Trophy (Challenger): eliminado na segunda rodada: venceu Kyle Edmund (então número 496 no ranking) e perdeu para Brandon Nakashima (84);

  • Nottingham Open (Challenger): eliminado na segunda rodada: venceu Damir Dzumhur (111) e perdeu para Billy Harris (183);

  • Halle (ATP 500): eliminado na estreia para James Duckworth (88);

  • Wimbledon (Grand Slam): eliminado na estreia para Alejandro Moro Canas (188).

Um ano depois, já entre os 60 melhores tenistas do mundo, João disputou três torneios na temporada de grama.

  • Halle (ATP 500): eliminado na estreia para Flavio Cobolli (24);

  • Eastbourne (ATP 250): eliminado na segunda rodada: venceu Zizou Bergs (50) e perdeu para Taylor Fritz (5);

  • Wimbledon (Grand Slam): eliminado na terceira rodada: venceu Jacob Fearnley (51), Jenson Brooksby (101) e perdeu para Nick Jarry (143);

Já em 2026, no top 30 da ATP, Fonseca jogou apenas uma vez em simples.

Na carreira do brasileiro, dentre os principais torneios de grama ainda resta disputar Stuttgart (ATP 250), Libéma (ATP 250), Mallorca (ATP 250) e Queen’ Club Championships (ATP 500)

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Créditos Imagens: Reprodução Internet

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