Bahia Gospel News
Bahia Gospel News
teste 02
teste 02
teste
teste
ULTIMAS

Tifanny desabafa contra CBV por decisão que proíbe mulheres trans no vôlei feminino: ‘Não vou me calar’

Um dos principais nomes da comunidade trans no esporte brasileiro, a oposta Tiffany Abreu, do Osaco, desabafou neste sábado (15) após entrar em quadra pelo Campeonato Paulista de vôlei, na derrota por 3 sets a 2 para o Pinheiros.

Na véspera, a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) anunciou que vai aderir à política do Comitê Olímpico Internacional (COI) que bane mulheres trans do vôlei feminino.

“O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos. São 10 anos no voleibol feminino. Não comecei ontem. Isso não afeta somente a mim. Afeta meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans”, afirmou Tiffany em pronunciamento após o jogo.

Pelo Campeonato Paulista, Tiffany e atletas trans estão liberadas a atuar normalmente.

Aos 41 anos e com 10 temporadas no vôlei feminino após concluir sua transição de gênero em 2017, Tiffany caminhava para o fim de sua carreira, no que provavelmente seria seu último ano.

“É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e inclusão de todas as pessoas no esporte. Voltamos para uma forma vexatória, como se testavam as atletas nos anos 60 e 70. Estamos em 2026. Não podemos ter esse retrocesso jamais“, desabafou Tiffany.

Não vou me calar. E vou tomar todas as medidas possíveis para que minha luta pelo direito, visibilidade, inclusão e prática do esporte não tenham sido em vão. Meus 10 anos não foram em vão e vou lutar por eles e por todos vocês. Obrigado e nos vemos novamente no próximo jogo”, completou a oposta do Osasco.

CBV segue determinação do COI

Nesta sexta-feira (14), a Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), publicou sua política de elegibilidade de atletas para as competições femininas da modalidade. A entidade adequou suas regras ao atual cenário regulatório internacional, buscando alinhar os critérios adotados no Brasil às normas do Comitê Olímpico Internacional (COI), da Federação Internacional de Voleibol (FIVB) e da Confederação Sul-Americana de Voleibol (CSV).

A partir desta data, a CBV passa a seguir os critérios e fundamentos da Política de Proteção da Categoria Feminina do COI, publicada em março deste ano. A norma restringe a elegibilidade na categoria às atletas do sexo biológico feminino, com verificação por meio de testagem e triagem do gene SRY. A política prevê ressalvas apenas para condições excepcionais estabelecidas pela própria entidade.

A regra foi aprovada pelo COI em setembro de 2025, posteriormente incorporada pela FIVB e já aplicada neste ano durante a Liga das Nações. No Brasil a regra entrará em vigor nas seguintes competições: Superliga A e B (temporada 26/27), Supercopa 2026, Copa Brasil 2027, Circuito Brasileiro de Vôlei de Praia 2027 (adulto), CBVP Challenger 2027 e nas respectivas edições seguintes durante a vigência da política.

“Com a mudança dos parâmetros internacionais e da responsabilidade institucional, a CBV buscou manter o alinhamento entre as regras que regem as competições nacionais com as hoje vigentes para as competições internacionais. A decisão da CBV se adequa ao COI e deixa nossos campeonatos equiparados com as competições internacionais.”, explica Radamés Lattari, presidente da CBV.

A normativa afeta diretamente a jogadora Tiffany Abreu, do Osasco São Cristóvão Saúde. A ponteira atua no Brasil desde 2017 e será excluída automaticamente das competições com o novo regulamento.

Confira a nota oficial do Osasco São Cristóvão Saúde

Créditos Autor: ESPN.com.br
Créditos Imagens: Reprodução Internet

Fonte: Clique aqui

Gostou dessa postagem?
Compartihe..