SPM e Detran fazem blitz educativa em dia de mobilização nacional por respeito às mulheres nos transportes públicos
Foto: Adriana Ituassu/SPM
A Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia (SPM) e o Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) realizaram uma blitz educativa, nesta terça-feira (2), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), no “Dia M: Mulheres, Mobilidade e Mais Respeito”. A atividade é uma iniciativa do Ministério das Mulheres em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal e integra os 21 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, com o objetivo de chamar a atenção da sociedade para o enfrentamento da importunação sexual de mulheres nos transportes públicos.
A bliz aconteceu ao lado da peça educativa por um trânsito mais seguro, gerada pela campanha “Não seja um Monstro no Trânsito”. A obra, de 6 metros de altura, foi produzida com sucatas de veículos, boa parte delas destruídas em sinistros de trânsito. As equipes da SPM e do Detran distribuíram materiais educativos da Campanha Oxe, me respeite, da SPM, que abordam os tipos de violência de gênero e raça. As equipes também disseminaram informações sobre canais de denúncia, como o Disque 180, que completou 20 anos e é uma ferramenta essencial para salvaguardar a vida das mulheres em situação de violência doméstica.
A superintendente de Prevenção e enfrentamento à violência contra as mulheres da SPM, Camilla Batista, participou da blitz e falou sobra o impacto da mobilização. “Infelizmente, o assédio e a importunação sexual também são uma realidade para as mulheres nos transportes públicos. Hoje, nos unimos ao Ministério das Mulheres, nesta mobilização nacional. Todos os casos de violência contra as mulheres precisam ser denunciados e, com a blitz, também queremos chamar a atenção da soceidade, pois o respeito às mulheres deve ser garantido em todos os espaços”, afirmou.
A superintendente lembrou que o Governo do Estado, por meio da SPM, mantém duas salas Elas à Frente no Metrô de Salvador, para acolher as mulheres vítimas de violência de gênero. A Sala Elas à Frente da Estação Rodoviária do Metrô funciona segunda e quarta-feira, das 9h às 17h. Na Estação Pirajá, o espaço funciona das 9h às 17h, nos dias de terça e quinta-feira. Nestas salas, uma equipe multidisciplinar das áreas Jurídica e Psicossocial presta orientações sobre prevenção e enfretamento às violências de gênero e também acolhe e atende mulheres vítimas de assédio, importunação sexual e violência doméstica. Se necessário, a depender do caso, a vítima pode ser encaminhada para atendimento na Casa da Mulher Brasileira.
Lucas Albiani, chefe de gabinete do Detran-BA, falou sobre os resultados esperados. “O objetivo dessa parceria é ampliar a conscientização para a convivência social cada vez mais integrativa, onde todas e todos têm seu espaço. O Detran se preocupa com um trânsito seguro e respeitoso. Mulheres são cuidadosas no trânsito e, merecem sim, ser respeitadas e empoderadas”, afirmou.
O motorista Márcio Marques falou sobre o seu sentimento com a abordagem. “Essa ação é importante sim, porque ela inclusive educa a cidade e educa as pessoas. O combate ao machismo é necessário”, afirmou. A motorista Diana Castro também falou sobre o papel deste tipo de movimento. “Eu acho importante. As mulheres devem ser respeitadas sempre”.
Dados
De acordo com a pesquisa dos institutos Patrícia Galvão e Locomotiva, realizada em 2024, 17% das brasileiras já sofreram assédio ou importunação sexual na rua ou dentro do transporte público. Essa pesquisa mostrou ainda que durante o deslocamento nas cidades, 44% das mulheres já perceberam olhares insistentes e receberam cantadas inconvenientes; 26% relaram já terem sofrido assalto, furto ou sequestro relâmpago; 17% foram vítimas de importunação ou assédio sexual; 10% foram vítimas de racismo; 6% sofreram agressão física e 3% estupro.
O Urbanismo sensível ao gênero: como oferecer cidades seguras para as mulheres, elaborado pela Consultoria Legislativa do Senado Federal, indicou que, no Brasil, uma mulher é vítima de assédio nas ruas a cada 1,5 segundo; uma mulher é vítima de perseguição a cada 6,9 segundos; e uma mulher sofre violência física a cada 7,2 segundos.
Fonte: Ascom/SPM

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