Seleção Brasileira para a Copa do Mundo: quem Carlo Ancelotti convocará e quem ficará fora da lista?
Falta uma semana para o país inteiro – e por que não o planeta – descobrir quais serão os 26 nomes convocados por Carlo Ancelotti para defender a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Uma tarefa que parece bastante encaminhada, pelas observações e pistas recentes dadas pelo técnico, mas não fechada por uma série de fatores.
O primeiro é físico. Éder Militão, provável titular na lateral direita, está fora após romper tendão proximal do bíceps femoral da perna esquerda. Fará companhia a Rodrygo, que, em recuperação de uma cirurgia no ligamento cruzado anterior do joelho direito, também é baixa certa na convocação da próxima segunda-feira (18), às 17h (de Brasília), no Rio de Janeiro.
Mais nomes podem se juntar a isso. O goleiro Alisson, o lateral Alex Sandro, o zagueiro Marquinhos, o meia Lucas Paquetá e sobretudo o atacante Estêvão são monitorados muito de perto pela comissão técnica, pela condição física recente e o histórico de lesões musculares. Daqui, quem mais preocupa é o jogador do Chelsea, que tenta um tratamento conservador milagroso que o garanta na Copa.
Ancelotti não consegue controlar essa parte, então rabisca planos para não ser surpreendido. Se nada de anormal acontecer nos próximos dias, o técnico tem pronta uma lista de 25 nomes (o 26º depende da participação de Estêvão). Além desses, outros 19 jogadores estão numa espécie de lista de espera, atentos a qualquer movimentação que possa integrá-los à convocação.
Neymar, claro, é um deles. Sem vestir a camisa da Seleção desde outubro de 2023, o atacante do Santos é pergunta constante em todas as entrevistas de Ancelotti e personalidades ligadas ao futebol. Afinal, ele irá à Copa? A ESPN destrincha abaixo os planos da comissão técnica, o status de cada jogador e, com base em dados, projeta qual será a convocação para a Copa do Mundo.
Goleiros (3)
NO AVIÃO
Embora esteja há mais de um mês sem jogar, é o titular indiscutível da Seleção Brasileira desde os tempos de Tite. Manteve o status com Carlo Ancelotti, apesar de ter atuado em só quatro das dez partidas com o técnico. Só não irá à Copa, e como camisa 1, se um problema físico impedir.
Reserva de Alisson há tempos, desde que chamou atenção de Pep Guardiola no Manchester City, o experiente goleiro do Fenerbahçe alterna bons e maus momentos no primeiro ano no futebol turco, mas ganhou a confiança de Ancelotti. Foi titular contra a França, na Data Fifa de março, e carimbou lugar na lista.
Mais jovem dos três, o titular do time de Jorge Jesus e Cristiano Ronaldo na Arábia Saudita aparece hoje mais à frente dos concorrentes para ir ao Mundial na condição de terceiro goleiro. É jovem, tem aprovação de Taffarel e, se Alisson e Ederson tiverem problemas, pode até sonhar com alguns minutos.
NA LISTA DE ESPERA
O goleiro revelado pelo Flamengo e que virou unanimidade no Corinthians era um dos favoritos de Ancelotti no começo do trabalho, mas perdeu espaço desde a virada do ano. Hoje, apesar de ainda cotado para ir à Copa, depende de alguma questão médica para aumentar as chances de convocação.
Foi campeão da CONMEBOL Libertadores com o Botafogo, em 2024, e aceitou o desafio de se transferir para a Premier League. Quando começava a ganhar espaço no Forest, sofreu uma lesão na cartilagem do joelho direito. O fato de não jogar desde 3 de janeiro praticamente inviabiliza sua presença na lista.
Laterais (4)
NO AVIÃO
Mostrou versatilidade ao não só fazer o papel de lateral-direito, como também de atuar, e bem, na esquerda. Em uma posição carente da Seleção, a revelação do Flamengo aproveitou as oportunidades que teve e vai chegar à Copa do Mundo até com status de titular.
Primeiro nome anunciado por Ancelotti na Copa, ainda nos amistosos da Data Fifa de março. Autor do gol do título da Libertadores de 2025, Danilo atualmente joga de zagueiro no Flamengo, mas é visto na Seleção como lateral. Como a ideia é levar nove defensores, sua versatilidade joga a favor.
Outro exemplo de quem só não será convocado para o Mundial caso uma lesão atrapalhe. Apesar da idade mais avançada, ainda é visto pela comissão técnica como a melhor opção para a lateral. A experiência de anos na Europa e a capacidade de adaptação dentro de uma equipe com esquema ofensivo são os diferenciais.
Chamado pela primeira vez por Ancelotti em setembro de 2025, atuou na reta final das eliminatórias para a Copa e convenceu o italiano de que merece uma sequência no elenco, no mínimo como opção confiável entre os reservas. As lesões dos concorrentes ajudaram na corrida final.
NA LISTA DE ESPERA
Uma lesão na coxa esquerda obrigou o lateral a passar por uma cirurgia em março, o que o tirou de todos os jogos do Monaco desde o começo do mês. Ainda não voltou a jogar, o que praticamente cancela qualquer chance de entrar na disputa por um lugar na Copa.
Foi uma das surpresas da Seleção nos amistosos contra França e Croácia, ao ser chamado para o lugar de Alex Sandro. É jovem e visto pela comissão técnica como uma opção interessante para o próximo ciclo, visando a Copa de 2030, mas pode pintar no torneio caso alguém não esteja em condições.
Mesmo caso do companheiro de clube. Caio Henrique fez parte da primeira convocação de Fernando Diniz, em setembro de 2023, e só voltou dois anos depois, já com Ancelotti. Voltou a atuar na reta final da temporada no Monaco, mas está atrás na relação dos que esperam.
Era uma opção mais considerada com outros técnicos da Seleção Brasileira, sobretudo durante a passagem de Fernando Diniz. Teve duas chances com Ancelotti, nos amistosos contra Coreia do Sul e Japão, mas não voltou mais desde então.
Meio-campista adaptado à lateral, joga de uma maneira no Bahia que lhe permite liberdade para circular pela parte central do campo e não ficar preso apenas na lateral. É uma possibilidade para o próximo ciclo, mas, hoje, soa improvável que esteja na convocação daqui uma semana.
Zagueiros (5)
NO AVIÃO
Experiente e único remanescente das Copas de 2018 e 2022 no setor, Marquinhos é um titular indiscutível da Seleção Brasileira independentemente de quem esteja no comando. Tem sido monitorado pela questão física, mas é nome garantido na convocação final.
Herdou a vaga que por muitos anos foi de Thiago Silva como companheiro de Marquinhos na defesa. Considerado um dos melhores zagueiros da Europa na atualidade, o camisa 6 do Arsenal foi ausente em algumas listas por causa de lesões, mas estará na Copa do Mundo.
Ganhou a confiança de Ancelotti ao entrar “na fogueira” contra a França e conseguir uma atuação de destaque, com direito até ao único gol do Brasil naquele amistoso em Boston. Esteve em 2022 como reserva e vai manter o status agora, depois de se firmar como referência na Juventus.
Era observado por Ancelotti e seus auxiliares desde meados do ano passado, quando fez parte da defesa do Flamengo campeão de praticamente tudo em 2025. Foi convocado e atuou como titular nos amistosos de março, o que lhe deu uma vantagem para estar na Copa do Mundo.
A vaga aqui era de Éder Militão, mas o defensor do Real Madrid viveu um ano de muitas e recorrentes lesões, que o impediram de estar na convocação. Sem ele, Ancelotti tem tudo para apostar no ex-jogador do Fluminense, versátil a ponto de atuar como zagueiro e também quebrar o galho na lateral.
NA LISTA DE ESPERA
Começou a “Era Ancelotti” como titular da zaga ao lado de Marquinhos e ganhou elogios pelas atuações. A perda de espaço, porém, é puramente pela questão física. O zagueiro tem apenas dez jogos na temporada, por isso foi para a fila de espera e saiu do radar.
Chamado desde os tempos de Dorival Júnior, o cruzeirense ganhou uma chance de ser titular contra o Japão, em outubro de 2025, e saiu-se mal. O começo de ano conturbado do clube também atrapalha sua evolução na Seleção. Ancelotti gosta dele, mas vê outros em vantagem.
Jovem, bom no jogo aéreo, capacidade de sair jogando. Vitor Reis tem tudo para ser nome frequente nas próximas convocações do Brasil. Infelizmente para ele, passou a se destacar muito em cima da hora da Copa. Foi observado por Ancelotti na Data Fifa de março e está no radar.
Meio-campistas (6)
NO AVIÃO
É titular, pilar do meio-campo e candidato à capitão do Brasil na Copa do Mundo. Além disso, vem de uma temporada inspirada e, com nove gols, ajudou a recolocar o Manchester United na Champions League da próxima temporada. Chegará voando ao que provavelmente será seu último Mundial.
É quem mais mudou de status dentro do ambiente da Seleção Brasileira. Reserva e com raros minutos em 2022, foi titular em praticamente todo o ciclo e passou a ser fundamental na chegada de Ancelotti. A lesão sofrida no primeiro semestre parece curada, então irá à Copa normalmente.
Saiu dos olhares do público ao trocar o Liverpool pelo futebol árabe, o que custou seu lugar nas convocações da Seleção. Voltou ao radar de Ancelotti pela busca por um volante de marcação que pudesse atuar no lugar de Casemiro em uma eventual suspensão, o que é provável que aconteça.
O jogador que saiu da Data Fifa mais fortalecido. Destaque do Botafogo, que o repatriou após alguns meses apagados no Nottingham Forest, Danilo não só garantiu sua vaga na Copa, como também se colocou como uma opção provável para mudar a forma do Brasil jogar. Candidato a surpresa no time.
A volta ao Brasil, para defender o clube que o revelou, foi estratégica também pensando na Copa. Paquetá deixou um West Ham na luta contra rebaixamento na Premier League para atuar no Flamengo, que briga por todos os títulos na América do Sul. Deve ir à Copa, embora não como titular.
Tem a confiança da comissão técnica e também a primeira temporada completa no Chelsea como álibi para defender sua convocação. Não teve boas atuações na Data Fifa de março, mas ainda assim é visto como uma opção segura e versátil para se ter em uma Copa. Outro nome da próxima geração.
NA LISTA DE ESPERA
Não encheu os olhos de Ancelotti quando chamado como zagueiro, mas entrou novamente no radar ao ganhar chance de atuar como volante no PSG. A “invenção” de Luis Enrique aproveita o que Beraldo tem de melhor, a qualidade do passe, e oferece uma alternativa à Seleção caso alguém se machuque.
Teve a chance de provar seu valor nos últimos amistosos antes da convocação e até agradou, mas viu Danilo ter um destaque maior e por isso voltou ao Galatasaray com chances menores de jogar a Copa. Pelo estilo de jogo, é o primeiro nome na fila caso o botafoguense ou Paquetá não sejam chamados.
Já viveu melhores momentos no futebol europeu, mas segue observado de perto pela comissão técnica. É forte, tem poder de marcação e capacidade de chegar ao ataque. Fica no aguardo de alguma brecha que possa abrir até o fechamento do elenco que jogará a Copa.
Atacantes (8)
NO AVIÃO
O ponta driblador do Botafogo campeão brasileiro e da Libertadores em 2024 decidiu ir para a Europa, mas não perdeu espaço na Seleção. Sempre que acionado, ajuda a mudar o ritmo da partida com sua habilidade e rapidez. A provável ausência de Estêvão o faz chegar à Copa com chance de ser titular.
Trocar a reserva do Real Madrid pela titularidade do Lyon mostrou-se um passo definitivo na carreira do garoto, que também agradou Ancelotti ao ajudar a decidir a vitória sobre a Croácia, em março. Se Estêvão de fato não reunir condições, é o nome mais provável para estar na lista, agora que joga na ponta.
Seguramente o atacante brasileiro que mais se destacou nas últimas temporadas. Raphinha brigou pela Bola de Ouro em 2024/25 e, mesmo sem atuar tanto nos últimos meses, manteve o status dentro da Seleção e do Barcelona. Ancelotti vai esperá-lo até o último minuto.
Joga como centroavante, embora saiba que a melhor posição é como segundo atacante. Matheus Cunha virou peça importante no esquema com quatro jogadores ofensivos da Seleção e, pelos últimos meses no Manchester United, tem boas chances de iniciar a Copa do Mundo como titular.
É o candidato preferido de Ancelotti para ser o camisa 9. Chegou bem ao Chelsea, ajudou na conquista do Mundial de Clubes e empilhou gols na Premier League. Ainda não explodiu na Seleção, mas isso não muda o fato de que ele será chamado e terá várias oportunidades nos Estados Unidos.
Desconhecido até poucos meses atrás, o ex-atacante do Cruzeiro ganhou notoriedade ao brigar pela artilharia na Inglaterra com ninguém menos que Erling Haaland, do Manchester City. Na Seleção, mostrou personalidade ao cobrar pênalti contra a Croácia. Deve ir à Copa como alternativa no ataque brasileiro.
Principal nome do Brasil, xodó de Ancelotti desde quando trabalhavam juntos no Real Madrid, titular indiscutível pelo lado esquerdo. Vinicius Jr., que tem até chance de usar a 10 do Brasil na Copa, é a grande esperança do técnico para que a Seleção vá longe no torneio.
Vai à Copa de 2026 na mesma posição em que atuou a de 2022: reserva direto de Vinicius Jr. pelo lado esquerdo. Apesar de não ter tido tanto destaque na campanha do Arsenal na Premier League, o atacante atua pelas duas pontas, oferece velocidade e versatilidade à comissão técnica.
NA LISTA DE ESPERA
Era para ser titular indiscutível pelo lado direito e uma das apostas da Seleção Brasileira na Copa, mas uma grave lesão muscular o deixa como dúvida para a convocação. Ancelotti quer esperar até o último momento para tê-lo no Mundial, mas, se a lista saísse agora, a ausência seria o mais provável.
Surgiu um pouco em cima da hora, quando as vagas do ataque parecem estar distribuídas. A personalidade com que chegou à Premier League espanta e faz a comissão técnica de Ancelotti o olhar com carinho, mas, se nenhuma surpresa acontecer, ficará como o primeiro suplente do ataque.
Trabalhou com Ancelotti no Everton, da Inglaterra, quando despontou de vez na Europa. Foi o camisa 9 do Brasil na última Copa, mas, desde então, nunca mais marcou um gol pela Seleção. Perdeu espaço para outros concorrentes e só tem chance de ser convocado caso a lista tenha muitos cortados por lesão.
Era carta fora do baralho até meses atrás, mas não se pode ignorar alguém com o seu faro de gol. Ancelotti já foi ao Maracanã diversas vezes para acompanhá-lo, embora nunca o tenha convocado. Sua presença na lista do dia 18 é improvável, mas luta por espaço na lista de espera.
Parecia que engrenaria uma sequência na Seleção na época de Dorival Júnior, mas acabou perdendo terreno na disputa com João Pedro, Matheus Cunha e Igor Thiago. Faz uma boa temporada na Premier League, o que lhe faz ter o mínimo de esperança, mas a tendência é que não seja chamado.
A pergunta de US$ 1 milhão: Neymar vai ser convocado para a Copa? Ancelotti deixou essa dúvida para o último momento, à espera de uma reação do astro do Santos. Ele até marcou alguns gols e teve brilhos esporádicos em 2026, mas, ao que tudo indica, não o suficiente para convencer o técnico a lhe abrir de novo as portas da Seleção Brasileira. Se for convocado, será uma surpresa.
Créditos Autor: Murilo Borges e Pedro Ivo Almeida
Créditos Imagens: Reprodução Internet

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