OPINIÃO: Vinicius Jr. já peita Messi e Mbappé nesta Copa
Sim, é isto mesmo que está no título: ao menos até aqui, Vinicius Jr. já peita o gênio Lionel Messi e o cracaço Kylian Mbappé nesta Copa do Mundo.
Não, não se trata de comparar, no todo da carreira, o ótimo jogador brasileiro com o argentino e o francês, ambos já campeões do mundo, com duas finais de Copa cada e carreiras super laureadas – embora a do atacante do Real Madrid também já seja repleta de conquistas. Mas se trata do que foi feito até aqui no Mundial e, principalmente, do contexto.
Vinicius Jr., aos 25 anos (fará 26 em 12 de julho), é o principal nome da Seleção Brasileira de Carlo Ancelotti dentro de campo, ou seja, jogando, na prática. Nem Neymar, que, recuperado, até entrou contra a Escócia, nem Raphinha, agora lesionado, conseguiram exercer tal papel.
E estamos falando de Brasil. Do único país cinco vezes campeão mundial, mas de torcida e mídia descrentes, com razão. E que não ganha a taça há 24 anos, mesmo período entre o tri, em 1970, com Pelé, e o tetra, em 1994, com Romário e Bebeto. E de um ciclo todo conturbado, com trocas de comando na Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e no time nacional – Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior. É uma pressão absurda, muitas vezes além da conta.
Mas Vinicius Jr.., até aqui, tem driblado tudo isto e jogado muito. Até as críticas, acertadas, de que jamais repetira pela Seleção o futebol que joga no Real Madrid. Na Copa, participou de seis dos sete gols da equipe (marcou quatro) – só não esteve diretamente envolvido no último contra os escoceses, de Matheus Cunha. Na estreia, o jogo mais duro e complicado, pode-se dizer que resolveu sozinho com a jogada individual que acabou valendo o sofrido empate.
Messi, 39 anos e cinco gols em dois jogos neste Mundial, e Mbappé, de 27 e com quatro gols também em duas partidas, por outro lado, gozam de ambientes muito mais controlados. Estão em trabalhos bem mais longevos com Lionel Scaloni e Didier Deschamps, respectivamente, e vêm de conquistas de Copas recentemente – o francês em 2018, na Rússia, e o argentino em 2022, no Qatar – no que tirou um peso gigantesco de 36 anos de toda uma nação e de suas costas. São ovacionados a todo momento.
Vinicius Jr., repito, até aqui, faz uma Copa em que encara de frente Messi e Mbappé, embora, é preciso que se diga, dependa mais do esquema tático de Ancelotti para decidir do que a dupla acima necessita dos de seus técnicos. E a mínima chance de hexa da Seleção Brasileira passa pela manutenção deste altíssimo nível do atacante.
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