Governo do Estado monta postos de cuidado e acolhimento para garantir trabalho digno no Carnaval | SECOM
Em contagem regressiva para o Carnaval, o Governo da Bahia acelera a montagem e instalação de tendas, postos de atendimento e espaços de cuidado para catadores, cordeiros e ambulantes, nos principais circuitos. As ações integradas, já realizadas em anos anteriores, estão sendo aprimoradas para garantir que a maior festa de rua do mundo aconteça com mais organização, segurança e acolhimento.
A estratégia envolve diferentes secretarias e órgãos estaduais, que atuam de forma articulada para estruturar uma rede de proteção e atendimento durante o período. Entre as ações, estão as tendas Oxe, Me Respeite!, Cuidar de Quem Cuida, a iniciativa Meu Corre Decente e o Plantão Integrado de Direitos Humanos. O vice-governador e coordenador do Carnaval 2026, Geraldo Júnior, destacou a importância da atuação conjunta. “O Governo da Bahia trabalha de forma integrada para oferecer um Carnaval mais acolhedor para quem está trabalhando e fazendo a festa acontecer”, afirmou.
Atenção às mulheres
Com foco na prevenção à violência e no enfrentamento ao assédio e à importunação sexual, a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) realiza, durante o Carnaval, a campanha Oxe, Me Respeite!. As tendas de atendimento estão sendo instaladas nos circuitos Dodô (Barra-Ondina), Osmar (Campo Grande) e Batatinha (Centro Histórico), oferecendo escuta qualificada, orientação e encaminhamento de casos à rede de proteção, incluindo a Casa da Mulher Brasileira.
Outra frente importante é o projeto Cuidar de Quem Cuida, voltado para mulheres que trabalham durante a festa, como catadoras de materiais recicláveis, ambulantes e cordeiras. Os espaços de acolhimento funcionam na sede da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), em Ondina, e no Palácio da Aclamação, no Campo Grande, com serviços de apoio físico e emocional, como massagem, escuta terapêutica e rodas de conversa. A iniciativa conta com a parceria da SPM com as secretarias de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre) e Promoção da Igualdade Racial (Sepromi).
Segundo a secretária de Políticas para as Mulheres, Neusa Cadore, o período de Carnaval exige atenção redobrada. “Durante grandes eventos, a vulnerabilidade das mulheres aumenta. Por isso, essas ações educativas, de orientação e acolhimento são fundamentais para prevenir violências e garantir que elas possam viver o Carnaval com respeito e segurança”, destacou.
Trabalho digno e direitos humanos
Para quem garante o sustento durante a festa, a Setre executa a ação Meu Corre Decente, dentro da política de trabalho decente e preservação ambiental. A coleta seletiva será fortalecida com a instalação de 12 Centrais de Apoio aos Catadores, distribuídas entre Ondina, Barra, Campo Grande, Cajazeiras e Amaralina, beneficiando cerca de 4 mil trabalhadores.
Nas centrais, os catadores terão acesso a fardamento, equipamentos de proteção individual, alimentação gratuita e espaços organizados para comercialização dos materiais recicláveis, com preços justos, assegurando melhores condições de trabalho durante o Carnaval.
Completando a rede de cuidado, a Secretaria de Justiça e Direitos Humanos coordena o Plantão Integrado de Direitos Humanos, que atua no atendimento a violações de direitos, distribuição de pulseiras de identificação para crianças e pessoas com surdez, fiscalização do Procon-BA e realização de campanhas educativas contra discriminação e intolerância.
A superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos, Trícia Calmon, ressaltou a importância da atuação preventiva durante a festa. “A proposta é agir no momento em que as situações acontecem, com prevenção, cuidado e resposta rápida. O Carnaval precisa ser um espaço inclusivo, diverso e seguro para todos”, afirmou.
O Plantão Integrado reúne cerca de 20 instituições, entre órgãos estaduais, municipais, sistema de Justiça e organizações da sociedade civil, garantindo atendimento ágil a públicos prioritários como trabalhadores, crianças, adolescentes, pessoas com deficiência, idosos e a população LGBTQIAPN+.
Repórter: Anderson Oliveira/GOVBA

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