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Flamengo pode ganhar a briga contra o sintético

Encontro vai debater a situação do gramado sintético no Brasil


A CBF deve levar o gramado sintético para o centro da próxima reunião com os clubes sobre o desenvolvimento da Liga. Segundo o jornalista Pedro Ivo Almeida, da ESPN, a pauta inclui limites ao uso do piso artificial ou até a proibição nas competições nacionais. O assunto interessa diretamente ao Flamengo, principal opositor do sintético no país.

O encontro estava previsto para esta terça-feira (03). No entanto, a reunião ficou para outra data. Isso porque os clubes participarão, no mesmo dia, de uma audiência pública no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a situação das casas de apostas.

Por enquanto, a CBF não anunciou nenhuma decisão sobre os gramados. A entidade também não divulgou a nova data do encontro nem prazos para eventuais mudanças.

Como funcionam as reuniões sobre a Liga?

Em 06 de abril, a CBF reuniu clubes das Séries A e B e federações estaduais para discutir a criação de uma liga única. Desde então, os encontros passaram a discutir temas específicos da futura competição.

Em agosto, por exemplo, entidade e clubes aprovaram novas regras de arbitragem usadas na Copa do Mundo. Depois, em 21 de setembro, os clubes aprovaram a redução gradual do limite de estrangeiros por partida, de nove para cinco até 2030.

O Fla votou contra essa mudança, ao lado de Bahia e Londrina, mas ficou em minoria. Agora, a infraestrutura dos estádios entra na fila, com os gramados como principal ponto de divergência entre os clubes.

Por que o Flamengo quer o fim do gramado sintético?

O Rubro-Negro trata o tema como bandeira há pelo menos um ano. Em novembro de 2025, o clube incluiu o fim dos gramados artificiais entre as sugestões enviadas à CBF para o fair play financeiro.

Em seguida, em 8 de dezembro, o Flamengo protocolou na entidade um documento técnico. O texto pedia o fim do sintético na Série A e um padrão de qualidade para campos naturais. Além disso, previa uma transição gradual até o fim de 2027.

Três dias depois, a maioria dos clubes defendeu no Conselho Técnico a suspensão da homologação de novos gramados sintéticos. O Mais Querido celebrou a decisão em nota oficial. Por outro lado, os clubes que usam o piso divulgaram um posicionamento conjunto em defesa da tecnologia.

Em abril deste ano, o presidente Luiz Eduardo Baptista, o Bap, ligou o assunto diretamente ao projeto da Liga:

— Opinião do Flamengo sobre esse assunto é muito clara. O Flamengo entende que futebol de alto nível, e basta você ver as cinco maiores ligas de mundo, onde você tem campo de plástico? Vai montar uma Liga no Brasil para ficar maior, mais lucrativa e com campo de plástico? É brincadeira isso. Mas é preciso discutir essa situação dentro da CBF.

Quais clubes usam gramado sintético no Brasileirão?

Cinco clubes da Série A de 2026 mandam jogos em estádios com piso artificial: Athletico-PR, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense e Palmeiras. Assim, uma eventual restrição atingiria diretamente esses estádios e exigiria regras de adaptação.

O debate também ganhou força dentro de campo nos últimos dias. Na quinta-feira (29), o Flamengo deixou De La Cruz fora do clássico contra o Vasco por causa do sintético do Estádio Nilton Santos. Ainda assim, o time venceu por 4 a 1.

Depois do jogo, Leonardo Jardim afirmou que prefere um bom gramado natural e apontou maior desgaste físico no piso artificial. Já Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, rebateu o treinador rubro-negro no domingo (1º). Segundo o português, a má qualidade de boa parte dos campos naturais justifica a preferência pelo sintético.

Por que a reunião foi adiada?

O ministro Luiz Fux, relator das ações sobre a medida provisória que proibiu as bets, marcou a audiência pública. A sessão começa às 10h (de Brasília) desta terça, na sala da Segunda Turma do STF.

Além do Flamengo, Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, São Paulo e Corinthians estão entre os clubes convocados. Dessa forma, a pauta dos gramados só volta à mesa depois da audiência, em data que a CBF ainda vai definir.

Créditos Autor: Pedro Paulo Catonho
Créditos Imagens: Reprodução Internet

Fonte: Clique aqui

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