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Farpas, ameaças e agressões: por que Chimaev x Strickland testa limite da rivalidade no UFC 328

Para boa parte dos fãs e imprensa especializada, uma luta profissional de MMA começa muito antes do soar do gongo dentro do octógono. Khamzat Chimaev e Sean Strickland, que se enfrentam neste sábado (9), na luta principal do UFC 328, em Newark (EUA), ilustram bem esta máxima.

Desafetos declarados, o falastrão americano e o wrestler russo trocaram farpas, ameaças e até agressões antes de entrarem em rota de colisão na disputa do cinturão dos pesos-médios (84 kg).

Com um clima de guerra declarado que tomou conta do ambiente e levou o Ultimate a se precaver para evitar tragédias, o campeão e o desafiante ao título fizeram o debate sobre os limites de uma rivalidade esportiva voltarem à tona.

Para evitar qualquer tipo de incidente antes dos lutadores se enfrentarem, o UFC montou um esquema de segurança reforçado para o evento deste sábado.

Com presença massiva de policiais, uma prática rara nesse meio, a organização também manteve Chimaev e Strickland em hotéis separados – a fim de controlar ao máximo os ânimos e evitar que os dois se encontrassem nos bastidores do evento.

O clima hostil, entretanto, gerou um apelo comercial acima da média para o confronto e, consequentemente, para o card, reforçando a linha tênue que norteia o limite de uma rixa entre atletas do mais alto nível.

Provocações pessoais

Ex-parceiros de treinos e desafetos de longa data, Khamzat e Sean excederam as habituais trocas de farpas que precedem um combate, trazendo assuntos pessoais para as provocações e, no fim das contas, promovendo até ameaças mais sérias – que ligaram um alerta vermelho para a organização do UFC.

Primeiramente, o ‘Lobo’ chamou a atenção ao indicar que uma briga fora do octógono entre os dois poderia acabar de forma trágica, com uma eventual morte do ex-campeão. Ciente da declaração do rival, o falastrão americano rebateu a ameaça na mesma moeda.

Entusiasta de armas de fogo, Sean afirmou sem pudor que atiraria em Khamzat caso ele e seus parceiros de equipe decidissem atacá-lo antes do combate entre os dois.

Aparentemente sem medo da situação, o campeão ‘dobrou a aposta’ e incitou Strickland a cometer tal ataque, chegando a surpreendentemente dizer que “ficaria feliz em morrer”.

Clima hostil

Como não poderia deixar de ser, atento à repercussão das ameaças dos protagonistas do UFC 328, o Ultimate intensificou o esquema de segurança para o evento.

O clima hostil também afetou outros atletas escalados para o card, como o brasileiro Marco Tulio. Hospedado no hotel dos lutadores, ‘Matuto’ relatou que o clima que prevalece nos bastidores do show é de guerra e tensão constante, com intensa presença de policiais acompanhando cada movimento de Chimaev e Strickland.

Coletiva quente

No primeiro cenário em que ambos estiveram no mesmo ambiente durante a semana, o caos prevaleceu.

Durante a coletiva de imprensa, o americano e o russo se alfinetaram com temas sensíveis. Os ataques verbais de Chimaev focaram, principalmente, na relação conturbada de Strickland com seu pai, e o fato do lutador já ter exposto publicamente que sofreu abuso por parte do seu genitor durante a infância.

Por sua vez, Strickland, disposto a também tirar o oponente do sério, abordou sobre a duvidosa relação do lutador russo com o ditador checheno Razman Kadyrov, a qual Sean classificou como “prostituição”, tendo em vista os rumores da existência de um acordo no qual o político usaria a imagem do campeão do UFC para se autopromover em troca de muitos benefícios financeiros repassados para Chimaev.

Chute na encarada

Mesmo com a temperatura do ambiente fervendo na coletiva, o UFC manteve a tradição de promover as encaradas após o término da cerimônia.

E como se poderia prever, apesar da segurança reforçada, os desafetos se estranharam ao ficarem frente a frente. Além da troca de farpas e provocações, Chimaev acertou um chute em Strickland, que, indignado, precisou ser contido pelos profissionais de segurança que o cercavam para não avançar em direção ao russo.

Prós e contras

Se, por um lado, o cenário caótico preocupou bastante a organização do UFC, por outro, o evento deste sábado cresceu bastante em audiência e interesse dos fãs justamente por conta da rixa presente entre Chimaev e Strickland.

Um bom indicativo disso foi que mais de 200 mil pessoas acompanharam simultaneamente e ao vivo a coletiva do card – marca que não era atingida há meses pela entidade.

De forma irônica, o ‘Lobo’ chegou a dizer que “amava” Strickland, já que a rivalidade entre os dois o fez receber um dos maiores salários de sua carreira como profissional.

Em um ramo cada vez mais voltado para aliar esporte e entretenimento, rixas acaloradas com as do UFC 328 potencialmente ‘furam a bolha’ e engordam os cofres do evento e seus protagonistas.

No entanto, mesmo em meio ao caos, é preciso estabelecer limites do que é ou não permitido para que, no futuro, um incidente mais sério não ocorra e ajude a manchar a imagem da modalidade.

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Créditos Imagens: Reprodução Internet

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