Estudantes da rede estadual de Juazeiro criam projeto de bioplástico e ganham destaque em olimpíada científica
Foto: Acervo Pessoal
A força da ciência produzida dentro da escola pública baiana ganhou reconhecimento nacional com a conquista das estudantes Letícia Pereira, Sabryna de Oliveira, Larissa Ferreira e Jénifer Xavier, do Colégio Estadual do Campo Olavo Ferreira Neto, localizado no distrito de Maniçoba, em Juazeiro. As jovens venceram a categoria de Melhor Solução da Região Nordeste na 1ª Olimpíada Científica de Integração Nacional (OCINA), realizada neste mês e que reuniu participantes de diferentes estados do país.
Orientadas pela professora Francilma Pinheiro, as alunas desenvolveram o projeto Biomanga, um bioplástico produzido a partir de resíduos da fruta. A proposta sustentável chamou atenção por apresentar uma alternativa de reaproveitamento de matéria orgânica e redução dos impactos ambientais, reforçando o protagonismo estudantil e a capacidade de inovação construída no ambiente escolar.
Durante a olimpíada, os participantes enfrentaram desafios práticos, atividades orientadas e momentos formativos transmitidos por lives. A equipe precisou elaborar soluções em tempo reduzido, exercitando criatividade, comunicação e pensamento científico. Pelo desempenho alcançado, cada estudante conquistou uma bolsa de R$ 300 mensais durante um ano, totalizando R$ 3.600 para cada integrante do grupo.
A professora Francilma Pinheiro destacou a importância da experiência para a formação das estudantes. “Participar dessa Olimpíada Científica com minhas alunas foi uma experiência muito especial”. Segundo ela, o envolvimento das jovens durante as atividades demonstrou compromisso e amadurecimento. “Foi muito bonito acompanhar o esforço, a dedicação e a vontade delas de aprender. Como mentora, fiquei muito feliz e orgulhosa de viver essa experiência junto com elas”.
Líder do grupo, a estudante Letícia Pereira ressaltou o impacto da competição no crescimento pessoal e acadêmico das participantes. “Foi maravilhoso poder participar dessa olimpíada. A gente aprendeu coisas novas, perdeu o medo de gravar vídeos, desenvolveu criatividade e aprendeu a expor nossas ideias”. Para ela, a experiência ultrapassou o resultado conquistado. “Foram três dias intensos, mas valeu super a pena. A OCINA trouxe mais visibilidade para o nosso trabalho e mostrou o quanto os estudantes podem crescer quando recebem apoio e incentivo”.

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