Em novembro, vendas do varejo mantiveram estabilidade de 0,2%
Foto: Divulgação/SEI
As vendas do comércio varejista baiano mantiveram estabilidade de 0,2% em novembro de 2025, frente ao mês imediatamente anterior, ficando abaixo do índice nacional, que registrou crescimento de 1,0%. Na comparação com igual mês de 2024, as vendas na Bahia apresentaram a variação positiva de 2,8%. O movimento de expansão se repete pelo 8º mês consecutivo e ficou acima do registrado no Brasil (1,3%). No acumulado do ano, a Bahia e o Brasil registraram crescimento de 2,2% e 1,5%, respectivamente.
Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC/IBGE), analisados pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), autarquia vinculada à Secretaria do Planejamento.
A estabilidade das vendas no sazonal é atribuída à melhora na expectativa do consumidor. Segundo os dados da Fundação Getúlio Vargas, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) do FGV IBRE subiu 1,3 ponto, passando para 89,8 pontos, pautado pela manutenção do fortalecimento do mercado de trabalho e alívio da inflação. Além disso, trata-se de um período em que a atividade do setor é aquecida com as contratações para as festas de fim de ano, a despeito da elevada taxa de juros e dos altos níveis de endividamento e inadimplência das famílias, que continuam funcionando como um limitador do consumo. De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), elaborada mensalmente pela Fecomércio-BA, o percentual de famílias endividadas continua avançando, alcançando 76,2% das famílias (ante 74,6% em outubro), recorde da série histórica de mais de 15 anos. A inadimplência cresceu pelo quarto mês consecutivo, atingindo 27,1% das famílias.
No comparativo com o ano anterior, o crescimento das vendas pode ser atribuído a fatores como antecipação de parcela do décimo terceiro, alívio da inflação e a Black Friday, estratégia utilizada pelos lojistas para atrair os consumidores. Alguns setores associados ao Instituto para Desenvolvimento do Varejo (IDV) apontaram crescimento das vendas frente a 2024 durante a semana de preços baixos em função do lançamento de produtos, descontos mais agressivos e condições especiais de pagamento. Contudo, este movimento não surtiu o resultado esperado, com um crescimento que não superou o desempenho do varejo em igual mês do ano passado (5,4%).
Na análise das atividades, observa-se que o aumento verificado nas vendas na comparação com o ano passado foi resultado do comportamento dos segmentos de Combustíveis e lubrificantes (8,5%), Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (2,2%) e Móveis e eletrodomésticos (6,2%). A menor pressão dos preços pode ser apontada para justificar o comportamento desses segmentos.
No comércio varejista ampliado, que inclui o varejo restrito e mais as atividades de Veículos, motocicletas, partes e peças, Material de construção e Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, as vendas se mantiveram estáveis (-0,2%) em relação ao mês imediatamente anterior. Na comparação com igual mês do ano de 2024, o crescimento foi 1,8%, resultado que não alterou a trajetória negativa do acumulado do ano (-0,3%). Ainda em relação ao ano passado, observou-se que o indicador no ampliado foi influenciado positivamente pela atividade de Atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo (7,4%), resultado da deflação verificada nos preços de alguns itens que compõem a cesta básica, como arroz e feijão.
Fonte: Ascom/SEI

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