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Bienal do Livro da Bahia evidencia talento de estudantes e professores da rede estadual

Foto: Acervo pessoal

A Bienal do Livro da Bahia 2026 destaca a participação de estudantes e professores da rede estadual, que ocupam o Espaço Deixa Eu Falar, no estande do Governo do Estado, com produções de suas autorias e apresentações literárias. Ao todo, são 36 alunos, representando os 27 Núcleos Territoriais de Educação, além de 19 docentes. A iniciativa da Secretaria da Educação do Estado (SEC) reforça o protagonismo estudantil e a produção dos seus professores, valorizando a escola estadual como espaço cultural.

Entre os destaques está o projeto Tempos de Arte Literária (TAL), que reúne produções de estudantes de todos os territórios de identidade da Bahia, abordando temas sociais e culturais diversos. Nesta quarta-feira (15), a estudante Thaline Silva Leandro, do Colégio Estadual Teotônio Vilela, de Feira de Santana, apresentou a obra “Dor não contada, culpa mascarada”, inspirada em reflexões sobre violência de gênero. “A sensação de declamar é sempre incrível. E hoje, na bienal, foi ainda mais especial. A ideia de performar uma apresentação poética sobre violência de gênero é emocionar quem me ouve. Meu poema nasce da resistência, contra a violência, a misoginia e o feminicídio. Estamos nos levantando de uma trajetória de dor para mostrar que temos espaço na sociedade e que não aceitaremos mais o silenciamento.”

Dando continuidade à programação do TAL, nesta quinta-feira (16), o estudante Felipe Brás dos Santos, do Centro Territorial de Educação Profissional do Médio Rio das Contas, apresenta sua obra, que aborda a história da população negra e os impactos da escravidão sob uma perspectiva crítica. “Escrever sobre a trajetória do meu povo, que enfrentou tantas dificuldades, é uma experiência marcante. Minha obra é um protesto contra o racismo”. Já na sexta-feira (17), as estudantes Laila Nunes da Silva e Laina Torres mostram sua obra “Pátria amada”, que retrata o período da ditadura militar, evidenciando a dor das vítimas do regime, reforçando a necessidade de lembrar desse período para que os erros do passado não se repitam.

Professores escritores
A programação também inclui professores escritores da rede estadual, que apresentam obras produzidas no contexto escolar e ampliam o diálogo entre a educação e a literatura. Entre eles está Jandaira Fernandes da Silva, do Colégio Estadual de Tempo Integral de Gandu, compartilha o livro “Lilica: a princesa que engoliu o choro”, que aborda questões como racismo e bullying no ambiente escolar. “Ao participar da bienal, coloco o bullying e o racismo no centro da conversa. Meu livro fala sobre resistência e sobre a importância de as crianças se reconhecerem nas histórias”. A docente também destacou a relevância da trajetória na educação pública. “Fui aluna da rede pública e, hoje, leciono em uma escola estadual. Posso dizer aos meus alunos que, por meio da Educação, conseguimos romper barreiras.”

Além das atividades literárias, a Secretaria da Educação promove a visitação de cerca de dez mil estudantes de 250 escolas, entre os dias 15 e 18. A ação inclui a distribuição de vales-livros de R$ 100 cada, incentivando o acesso às obras e à formação de novos leitores. Conforme a SEC, a iniciativa reafirma o compromisso com a democratização do conhecimento e o fortalecimento da educação pública de qualidade.

Fonte: Ascom/SEC
 

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