Adolescente desaparece e mais de 500 pessoas são resgatadas em Copacabana
Número representa um salto em relação ao Réveillon de 2024 para 2025, quando foram apenas 29 salvamentos
O adolescente de 14 anos que desapareceu no mar de Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro, na manhã de quarta-feira (31), segue desaparecido nesta quinta (1º). A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros do Estado. Os bombeiros registraram 547 resgates nas praias da zona sul da capital fluminense durante a virada do ano. O número representa um salto em relação ao Réveillon de 2024 para 2025, quando foram apenas 29 salvamentos. Na quarta, a Defesa Civil do Rio emitiu um alerta de ressaca para todo o litoral fluminense. O aviso foi transmitido diretamente para todos os celulares da população.
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A recomendação é que ninguém entre no mar. A orientação segue nesta quinta. A Marinha também emitiu um alerta de ressaca para a região, com previsão de ondas de até 2,5 metros até a manhã desta quinta. As praias de Copacabana, palco da grande festa de Réveillon do Rio, estiveram lotadas desde a manhã de quarta. As ondas chegaram a se aproximar de um dos palcos montados para o show.
Salvamentos ocorreram em:
– Copacabana: 248;
– Ipanema: 168;
– Leme: 70;
– Arpoador: 40;
– Leblon: 11.
A corporação segue com as buscas pelo adolescente que desapareceu na altura do Posto 2 de Copacabana. De acordo com a TV Globo, ele era de Campinas (SP) e passava o fim do ano no Rio.
Especialistas alertam sobre o risco
“O mar não está indicado para mergulho. Temos ondas de até 2,5 metros, um mar com muita energia, muitas valas e correntes de retorno”, alertou o tenente-coronel Fábio Contreiras, do Corpo de Bombeiros do Rio. “As pessoas vão querer, obviamente, se banhar. Está calor. Mas a corporação não negocia a segurança: não mergulhem no mar. Estaremos com drones enviando avisos sonoros para que as pessoas não insistam nessa prática. Realmente, o mar vai subir. O risco é real.”
Doutor em gerenciamento de riscos e segurança do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica da UFRJ, Gerardo Portela também pede cautela.
“Sou carioca, pratico surfe, estou sempre na orla. Mas as condições do mar estão totalmente desfavoráveis”, afirmou Portela. “Nos dias que antecederam a atual ressaca, eu tirei várias pessoas do mar com a minha prancha porque a correnteza, em determinados locais, às vezes surpreende e traga a pessoa para dentro da água mesmo em lugares onde dá pé.”
Portela também destacou ser necessário estar atento à queda de raios. “Em um local aberto como a praia, basta cair um raio para centenas de pessoas serem impactadas. As pessoas que estão na areia estarão vulneráveis. Durante uma tempestade de raios, a praia é o local de maior probabilidade de uma pessoa ser atingida.”
*Com informações do Estadão Conteúdo

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