Desvendando a camisa do Brasil: do tom de amarelo a Ronaldinho Gaúcho, 5 bastidores do novo uniforme da seleção
No último sábado (21), a seleção brasileira apresentou sua nova camisa 1 amarela, que será usada na Copa do Mundo 2026.
O uniforme foi revelado pela Nike, fornecedora de material da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) desde 1996.
Completando o visual, peça é combinada com calção azul e meias brancas, que reforçam a identidade visual clássica da seleção. Os meiões ainda trazem a inscrição “Brasa”.
A novidade também terá a estreia a tecnologia Aero FIT, desenvolvida pela fornecedora para apoiar o desempenho em alta intensidade por meio de maior respirabilidade e resfriamento.
Produzido a partir de 100% de resíduos têxteis, o tecido premium aumenta o fluxo de ar entre o corpo e a camisa por meio de zonas de malha elípticas estrategicamente posicionadas, que tornam a ventilação mais visível e intuitiva. O material é mais leve e significativamente mais respirável, ajudando os atletas a se manterem secos e confortáveis à medida que o ritmo do jogo se intensifica.
Para descorbri os bastidores da nova camisa, a ESPN entrevistou dois dos responsáveis pelo desenho da peça: Peter Erdahl, gerente de linha de produtos da Nike, e Rachel Denti, designer de produtos de futebol da empresa norte-americana.
Na conversa exclusiva com a reportagem, eles contaram detalhes sobre as escolhas das cores, os elementos do desenho e ainda sobre como foi criada a campanha “Alegria que apavora”, slogan do novo uniforme brasileiro.
5 bastidores da nova camisa da seleção brasileira
1. A escolha pelo tom de amarelo mais claro
O novo uniforme 1 do Brasil tem um tom de amarelo bem mais claro que as últimas edições da indumentária.
Segundo Rachel Denti, a tonalidade do uniforme de 2026 se chama “Canário”, tendo sido escolhido por ser, de fato, a “cor do Brasil”.
“O amarelo do Brasil é a coisa mais icônica. A gente sabe quando vê as camisas amarelas jogando, a gente sabe identificar que é o Brasil em campo. Então, o amarelo é muito importante. É claro que há muitos tons diferentes de amarelos, todos lindos, e no passado a gente já contou histórias diferentes com outros tons diferentes, mas, desta vez, a gente queria trazer para uma coisa mais genuína e mais autêntica do que é Brasil”, explicou a designer.
“Essa cor que estamos vendo se chama ‘Canary‘. A Nike tem um sistema de cores proprietárias, entre elas a ‘Canary‘, que essencialmente significa ‘Canarinho’. Essa é a cor do Brasil. Dentro e fora da Nike, essa é a cor do Brasil. Por isso a gente quis trazer essa cor, porque ela é a que mais simboliza o time que a gente ama”, acrescentou.
2. Os detalhes em verde água na lateral
Na camisa, destacam-se nas laterais as faixas em tonalidade verde água, uma cor pouco associada com a indumentária da seleção, que costuma ter verdes mais escuros.
De acordo com Peter Erdahl, a nova peça honra uniformes do passado, mas, ao mesmo tempo, dá um passo em direção ao futuro com uma novidade que chama a atenção.
“Há um museu incrível que a CBF mantém no primeiro andar da sede, onde há uma exposição com todos os uniformes usados na história. Então o que fizemos foi mergulhar na história de cada um deles nesse museu, estudando cada aspecto de cada camisa, tirando pedaços que inspiram essa ideia de ‘grandeza’ da seleção brasileira e vem como eles se integram nesses diferentes uniformes através das cores, das texturas e dos lampejos de cor que a gente pode ver agora nessa camisa atrás de mim”, contou.
“Falando agora com o público consumidor, com o torcedores brasileiro, queríamos fazer algo que fosse facilmente reconhecível, mas também novo. Não podemos ficar repetindo o que fizemos no passado, temos sempre que olhar para frente. E é nesse sentido que começamos a colocar esses ‘pops’ de verde água nas laterais do uniforme”, complementou.
3. Os segredos de Aero FIT
Segundo Erdahl, o novo material Aero FIT é muito superior ao que a Nike usava em suas camisas anteriores do Brasil e de suas outras seleções patrocinadas.
“O material que vamos usar no torneio [Copa do Mundo 2026] é chamado de Aero FIT. Ele é 238% mais respirável que o que usamos na Copa do Mundo 2022. Quando você pensa nisso, é algo incrível, mas a gente sabe que nossos atletas vão enfrentar algumas condições extremas quando estiverem jogando na América do Norte, especialmente com o aumento das temperaturas e como sabemos como estará quente durante o torneio”, apontou.
“Então, queremos garantir que nossos atletas estejam prontos para encarar esse tipo de condições. Essa inovação é muito importante para o Brasil, não só porque estamos incorporando o Aero FIT, que é nosso material mais inovador, mas ele também permitiu criar desenhos únicos que usaremos para cada um dos países, e a seleção brasileira tem também, e esperamos que os torcedores gostem de usar”, salientou.
Além de ajudar na transpiração e no resfriamento do corpo, o tecido ainda permite a incorporação de desenhos em alto relevo no uniforme, como explica Rachel.
“Um dos grandes desafios foi realmente filtrar o que é mais essencial do Brasil para colocar na camiseta. Como a gente não queria tirar o foco do amarelo, que é tão importante, com essa tecnologia do Aero FIT, a gente consegue incorporar na estrutura da malha um design qualquer. Aqui a gente trouxe esse design que tem as formas geométricas da bandeira do Brasil, que é tão icônica e facilmente reconhecível, e muito bonito também. A gente trouxe para um padrão meio dinâmico, quase uma dança meio que hipnotizante, para que os jogadores e os fãs possam realmente usar a camisa e usar a bandeira do Brasil enquanto estamos representando o nosso país”, ressaltou.
4. O chute de capoeira
Falando um pouco do uniforme completo, o novo calção da seleção brasileira trouxe elementos incorporados da capoeira, segundo revela Rachel Denti.
De acordo com a designer, a escolha pela luta se deve à potência do chute.
“No short, a gente tem o detalhe lateral das listras que é uma dessas coisas que só o brasileiro consegue identificar da mesma forma. É uma homenagem à capoeira, que tem o chute mais mortal do mundo”, lembrou.
“Essas listras no short são o que o Peter descreveu: uma forma nova de fazer uma coisa familiar. É muito brasileiro. A gente espera ver o chute mais mortal do mundo em campo também”, brincou.
5. Slogan mais “agressivo”
Ao contrário dos uniformes anteriores, que foram baseados em campanhas de marketing que exaltavam a “alegria” e o “jogo bonito” do Brasil, a camisa de 2026 trouxe um slogan mais “agressivo”.
É o “Alegria que apavora“, criado por Peter Erdahl, norte-americano de ascendência peruana que, durante a infância e a adolescência, sempre sofreu ao torcer pela seleção do Peru contra o Brasil.
“A gente já conhece aquele lado da alegria do Brasil, a ‘alegria pura’, essa expressão contagiante. Mas também sentíamos que havia algo mais profundo ali, algo novo que a gente poderia explorar a partir de 2026 e daí em diante. É esse sentimento de ‘terror’ que a seleção brasileira inspira”, observou.
“Como alguém que cresceu torcendo para uma seleção que era adversária do Brasil, eu estou muito familiarizado com o sentimento de terror que era gerado ao ver o Ronaldinho Gaúcho fazendo embaixadinhas e controlando a bola com a cabeça antes da partida, sempre sorrindo. O sentimento de terror de ver o Vinicius Jr. correndo o mais rápido que consegue, o Endrick e o Estêvão fazendo embaixadinhas antes dos jogos…”, citou.
“Quando eles estão sorrindo, sabe que vão fazer quatro, cinco, seis gols em cima do seu time. Então, é esse sentimento de alegria e, ao mesmo tempo, do terror que essa alegria causa nos times que o Brasil enfrenta”, apontou.
Para Rachel, que é brasileira, o slogan demonstra que os brasileiros sabem ser ao mesmo tempo “alegres e aterrorizantes” em campo.
“De um ponto de vista, como brasileira, a gente vê sempre a representação do Brasil lá fora com essa coisa do ‘samba’, da ‘alegria’, da música, da dança, da arara… Isso é também Brasil, mas a gente queria trazer também uma coisa mais real, dicotômica do lado, que é ‘muito alegre’, mas também ‘muito cheio de garra’, que é ‘agressivo’, mas ‘com paixão’. Por isso a gente quis trazer a ideia do ‘Alegria que apavora’, pois é quando o Brasil está mais engajado, com mais ginga, é que ele é mais aterrorizante. É isso que faz o Brasil ser o Brasil”, finalizou.
A nova camisa 1 fará sua estreia no amistoso contra a Croácia, dia 31 de março, às 21h (de Brasília), no Camping World Stadium em Orlando.
Vale lembrar que a nova camisa 2 azul e preta foi apresentada pela Nike no último dia 12.
O equipamento reserva será usado pela primeira vez pelo Brasil contra a França, dia 26, no Gilette Stadium, em Boston.
Próximos jogos da seleção brasileira:
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