Patrimônio Rupestre da Bahia: Serra dos Montes Altos — onde biodiversidade e arte rupestre compartilham o mesmo território | SECOM
Na segunda reportagem da série especial “Patrimônio Rupestre da Bahia”, o olhar se volta para o Sudoeste do estado, onde natureza e memória ancestral convivem em um mesmo espaço protegido. Se na primeira matéria mostramos como a política ambiental integra patrimônio cultural e conservação da biodiversidade em todo o território baiano, agora o foco é um exemplo concreto dessa atuação em campo.
No Parque Estadual da Serra dos Montes Altos, a conservação ambiental caminha lado a lado com a proteção de sítios arqueológicos que revelam vestígios milenares da presença humana. Instituída em 2010, a unidade assegura a preservação de ecossistemas de transição entre Caatinga e Cerrado e abriga espécies ameaçadas de extinção, como o cachorro-vinagre (Speothos venaticus).
Localizado entre os municípios de Palmas de Monte Alto, Sebastião Laranjeiras, Urandi, Guanambi, Pindaí e Candiba, o parque reúne nascentes, cachoeiras e um conjunto expressivo de sítios arqueológicos com pinturas rupestres, ampliando seu potencial científico, educativo e turístico.
Os registros, predominantemente monocrômicos e com forte presença da cor vermelha — além de pigmentos em amarelo e preto — estão distribuídos em pelo menos seis sítios arqueológicos: Brejo Comprido, Abrigo da Sambaíba, Fazenda Andes, Abrigo do Brejo dos Coqueiros, Toca dos Tapuios e Riacho da Mandiroba.
Segundo o gestor da unidade, Lailton Câmara, esse conjunto possui elevado potencial científico e educativo. “Esses registros ajudam a compreender como diferentes grupos humanos ocuparam e se relacionaram com essa paisagem ao longo do tempo. Além do valor científico, têm papel fundamental na sensibilização da sociedade sobre a necessidade de conservar o patrimônio cultural associado à biodiversidade”, destaca.
A integração entre atributos naturais e culturais amplia as possibilidades de pesquisa científica, fortalece ações de educação ambiental e potencializa o turismo sustentável na região, reforçando o papel das Unidades de Conservação como territórios de proteção integral.
Nesta quinta-feira (5), na terceira reportagem da série, conheça como o mapeamento de pinturas rupestres passou a integrar condicionantes de licenciamento ambiental no Parque Estadual do Morro do Chapéu, fortalecendo a proteção desses registros pré-coloniais na Chapada Diamantina.
Leia também a Parte 1 (clique aqui) da série e entenda como a política ambiental da Bahia integra patrimônio arqueológico e conservação da biodiversidade em diferentes regiões do estado.
Fonte: Ascom/Sema
Créditos Autor: lina.cunha
Créditos Imagens: Reprodução Internet

dezembro 18, 2025Uesb investe mais de R$ 58,1 milhões em melhorias dos... - Leia Mais...
novembro 27, 2025Dívida Pública sobe 1,62% em outubro e supera R$ 8,2... - Leia Mais...
junho 17, 2026Cooperativas são reconhecidas como manifestação da cultura nacional - Leia Mais...
dezembro 16, 2025Edital para o Carnaval 2026 tem inscrições prorrogadas até esta... - Leia Mais...
abril 2, 2026Fim de semana tem programação gratuita nos museus do IPAC - Leia Mais...
fevereiro 10, 2026Atuação da Setur-BA fortalece o turismo religioso em Esplanada - Leia Mais...
fevereiro 20, 2026Prêmio Bahia Sustentável 2026: saiba quem pode participar e as... - Leia Mais...
fevereiro 12, 2026Estimativa da Setur-BA é de que 3,7 milhões de visitantes... - Leia Mais...
dezembro 14, 2025Agricultura familiar reafirma seu protagonismo e movimenta economia em evento... - Leia Mais...
novembro 29, 2025Hospital de Base de Itabuna reforça ações do Novembro Azul... - Leia Mais...
dezembro 5, 2025TV Brasil é uma das vencedoras do Prêmio Sebrae de... - Leia Mais...
dezembro 19, 2025Banco Mundial: Nordeste é fundamental para progresso do país - Leia Mais...















