I Seminário Agroecologia contra a Fome debate estratégias para enfrentar a insegurança alimentar na Bahia
Foto: Laila Brito/Ascom SDR
O Instituto Anísio Teixeira (IAT) sediou, nesta terça-feira (3) em Salvador, o I Seminário Agroecologia contra a Fome, que colocou a produção de alimentos saudáveis no centro do debate sobre o enfrentamento à fome na Bahia. A iniciativa integra o projeto Agroecologia contra a Fome, por meio do edital Viva Horta, com financiamento da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), através da Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF).
O encontro, realizado pelo Serviço de Assessoria a Organizações Populares (SASOP), em parceria com o Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), tem o objetivo de fortalecer a agricultura familiar e ampliar a produção agroecológica. A proposta reforça a integração entre Estado e sociedade, reunindo representantes do poder público, organizações da sociedade civil, pesquisadores e lideranças do campo para discutir políticas de abastecimento popular e ações estruturantes de segurança alimentar e nutricional.
Para o secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, “não existe política séria de combate à fome sem fortalecer a agricultura familiar. É no campo que nasce o alimento saudável, são nos territórios que se constrói autonomia produtiva e é com política pública estruturada que garantimos comida de qualidade na mesa do povo”.
A mesa de abertura do seminário reuniu representantes do Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional da Bahia (CONSEA-BA), do programa Bahia Sem Fome, da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e órgãos estaduais, reforçando a articulação entre diferentes instituições. Ao longo do dia, as mesas temáticas debateram sobre caminhos institucionais para o enfrentamento à fome e experiências desenvolvidas na Região Metropolitana de Salvador.
Segundo o coordenador do SASOP na Bahia, Carlos Eduardo Leite, o seminário marca o início de uma construção mais ampla. “É um projeto piloto que pretende discutir não só a política de produção de alimentos na região metropolitana, mas também estratégias de abastecimento alimentar e de fortalecimento da agricultura urbana. A ideia é integrar políticas de segurança alimentar, combate à fome e produção de alimentos para que cheguem de forma articulada à população urbana, periurbana e rural”, destacou.
Já o Integrante do Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Beto Palmeira destacou a centralidade das políticas públicas nesse processo. “Aqui destacamos a importância de políticas públicas, como a que vem sendo executada a partir do Viva Horta, e apontamos a necessidade de articular essas políticas com a política de abastecimento estadual e com a política de geração de emprego e renda”, afirmou.
Fonte: Ascom/SDR

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