Pipoca do Olodum arrasta multidão com espetáculo de percussão no Campo Grande | SECOM
A tradicional pipoca do Olodum tomou conta do circuito Osmar (Campo Grande) na terça-feira de Carnaval (17), e transformou o percurso em um verdadeiro espetáculo de ritmo, dança e celebração da cultura afro-brasileira. Com uma das saídas mais aguardadas da folia, o bloco reuniu milhares de foliões em um cortejo marcado pela força de sua imponente ala de percussão, bailarinos coreografados e pela energia contagiante do samba-reggae.
Sem cordas, a apresentação reforçou o caráter popular e democrático da pipoca, aproximando músicos e público em uma experiência coletiva guiada pelo som marcante dos tambores e pela identidade visual que consagrou o grupo mundialmente. Ao longo do desfile, o público acompanhou o trio em coro, cantando grandes sucessos da banda, como “Fulalá”, “Requebra” e “Revolta do Olodum”.
No Carnaval 2026, o Olodum levou para a avenida o tema “Máscaras Africanas: Magia e Beleza”, destacando referências à ancestralidade e à diversidade cultural do continente africano, elementos que também inspiraram os figurinos e as coreografias apresentados durante o desfile.
A saída desta terça encerrou a programação do bloco na folia, marcada por grande adesão popular e pelo sucesso das apresentações ao longo da festa. O Olodum foi um dos blocos contemplados pelo programa Ouro Negro, iniciativa do Governo do Estado que apoia entidades de matriz africana e fortalece a presença da cultura afro no Carnaval de Salvador.
Entre os foliões, o auxiliar administrativo Ricardo Wagner, 44 anos, destacou a emoção de acompanhar o grupo na avenida. “Olodum não é só música, é algo que não consigo explicar muito. Só sinto e me emociono. Quando os tambores começam, a gente sente no corpo inteiro. Todo ano faço questão de vir”, afirmou.
Já a vendedora Flávia Vieira, 38 anos, que acompanhava o desfile ao lado do companheiro, também celebrou a experiência. “A energia deles é diferente de tudo. A gente vem pelo som, mas sai renovado. É uma paixão que só cresce”, disse.
Fundado em 1979, no Pelourinho, o Olodum se consolidou como um dos principais símbolos culturais de Salvador, unindo música, identidade e atuação social. No Carnaval, sua pipoca permanece como um dos momentos mais esperados do circuito, reafirmando a força do bloco e sua capacidade de mobilizar multidões ao som dos tambores que ecoam a história e a cultura afro-brasileira.
Fonte: Ascom/Secult-BA

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