Haddad estima déficit primário de 2025 em 0,1% do PIB
Os números preliminares da equipe econômica indicam que o Governo Central encerrou 2025 com déficit primário de cerca de 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos no país), informou nesta terça-feira (13) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. O resultado está dentro da margem de tolerância da meta fiscal para o ano, que prevê déficit zero, com limite de até 0,25% do PIB.
“Pelo terceiro ano consecutivo, estamos cumprindo a meta de [déficit] primário. O número é preliminar, mas devemos ter terminado o ano com 0,1% de déficit”, disse Haddad em conversa com jornalistas, no Ministério da Fazenda.
Pelas regras do arcabouço fiscal, em vigor desde 2023, o resultado primário, que são as receitas e despesas, sem os juros da dívida pública, pode variar dentro da banda de tolerância em até 0,25 ponto percentual do PIB sem caracterizar descumprimento da meta.
Precatórios
Haddad explicou que o percentual de 0,1% leva em conta apenas as despesas incluídas na contabilidade fiscal regular. Quando são incorporados gastos autorizados por decisões judiciais e pelo Congresso, como precatórios e indenizações a aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), o déficit sobe.
“Se considerarmos as exceções aprovadas pelo Congresso e decisões judiciais, estamos falando de algo em torno de 0,17% de déficit. Já com os precatórios, vamos fechar o ano em 0,48%”, disse.
Segundo o ministro, a inclusão desses valores representa maior transparência fiscal e corrige distorções herdadas de anos anteriores, quando parte dessas despesas ficou fora do cálculo da meta.
Dívida pública e juros
Haddad também comentou projeções divulgadas nesta semana pelo Tesouro Nacional, que apontam uma piora na trajetória da dívida pública, com possibilidade de o endividamento alcançar 95,4% do PIB em 10 anos, caso não haja novas medidas de aumento de receita.
De acordo com o ministro, o principal fator de pressão sobre a dívida não é o resultado primário, mas o nível elevado dos juros reais no país.
“Hoje, o que mais afeta a dívida pública é o juro real, mais do que o resultado primário. O primário está sendo cumprido de forma consistente, e vamos continuar nessa atuação”, disse.
Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025 ainda serão divulgados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no fim de janeiro. Até lá, os números apresentados pelo ministro são estimativas iniciais.

fevereiro 8, 2026Lula parabeniza António Seguro pela vitória nas urnas em Portugal - Leia Mais...
março 26, 2026Acionista nos Raiders, Tom Brady revela que considerou deixar aposentadoria... - Leia Mais...
dezembro 22, 2025O novo talento de R$ 724 milhões que está na... - Leia Mais...
dezembro 9, 2025Brasil registra recorde com 4,6 milhões de pequenos negócios em... - Leia Mais...
abril 9, 2026Em três anos, crescimento contínuo do turismo baiano supera média... - Leia Mais...
maio 13, 2026Expedição da Seagri mapeia campos em Ibicoara para estruturar cadeia... - Leia Mais...
fevereiro 9, 2026Lula defende parceria com a China para produção de vacina - Leia Mais...
janeiro 10, 2026Hoje tem gol do Gabigol? Como novo camisa 9 do... - Leia Mais...
março 9, 2026Investimentos do Governo da Bahia consolidam Paulo Afonso como polo... - Leia Mais...
julho 31, 2026Déficit do setor público sobe para R$ 55,3 bilhões em... - Leia Mais...
maio 3, 2026Tottenham vence Aston Villa com gol de Richarlison e sai... - Leia Mais...
fevereiro 10, 2026Diretor Jurídico do BRB deixa cargo após caso Banco Master - Leia Mais...















