José Boto afirma que Brasileirão só crescerá sem grama sintética
Flamengo terminou o ano de 2025 com 78 jogos e várias críticas ao gramado sintético
O diretor de futebol do Flamengo analisou que o futebol brasileiro tem enorme potencial. Contudo, o português José Boto destacou, após um ano de trabalho no clube, que é inaceitável permitir grama sintética e um calendário com tantos confrontos.
— O Flamengo não pode crescer sozinho sem o crescimento da Liga Brasileira; não faz sentido isso. E a Liga Brasileira possui um potencial enorme, mas tem muito para evoluir, muito para crescer -, afirmou Boto para acrescentar que:
— Começa pelo calendário. Você não pode ter as duas melhores equipes, Palmeiras e Flamengo, que chegam à final da Libertadores, completamente drenadas fisicamente e mentalmente por um calendário que é insano -, destacou o dirigente ao Canal 11.
Qual é a opinião de Boto sobre o sintético?
O gestor gostaria que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tomasse providências. Se querem que o espetáculo melhore, acrescenta o diretor, vão ter que reduzir o número de jogos e proibir campos artificiais, porque isso é ruim para o produto.
— Você daqui sabe que não é a mesma coisa estar a ver um jogo em um gramado artificial ou em um campo natural. Com alguns acertos, vai ser realmente uma liga que tem que ser observada até pela Europa -, apontou Boto, que acrescenta:
— Aí as distâncias vão encurtar, vai haver mais dinheiro, vai haver mais competitividade. Então acho que são as coisas de cuidar do produto e do espetáculo, cuidando também da densidade competitiva que não pode ser assim. Não podemos terminar com 78 jogos -, afirmou o diretor.
Flamengo teve muitos jogos?
De fato, o Rubro-Negro encerrou 2025 com 78 exibições. Do elenco principal, Luiz Araújo e Agustín Rossi estiveram em 68 partidas, figurando como os que mais vezes atuaram no ano. Assim, o último embate do Mais Querido ocorreu apenas no dia 17 deste mês.
Por que Boto mencionou gramados sintéticos?
Não é segredo que o Flamengo é contra os gramados de plástico. Afinal, o clube vê esse tipo de piso como vantagem técnica para quem utiliza a estrutura. Ademais, o Mengão entende que é mais cara a manutenção de um campo natural do que a do sintético, fora os riscos aos atletas.
Assim, o Mais Querido lidera o movimento para padronização dos gramados do país. No início de dezembro, inclusive, o Rubro-Negro protocolou, junto à CBF, uma contribuição técnica ao grupo de trabalho a ser formado para a melhoria dos pisos.
Créditos Autor: João Vítor Reis
Créditos Imagens: Reprodução Internet

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