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Santos diz que ex-base que quer R$ 104 milhões mente e detona: ‘Leviano e fantasioso’

O Santos tratou como “leviana e fantasiosa” uma ação movida por um ex-jogador da base que cobra cerca de R$ 104 milhões do clube na Justiça de São Paulo.

“Seria cômico se não fosse trágico”, apontou o clube, por meio de seus advogados, em petição enviada ao tribunal paulista.

O clube apontou, primeiramente, que o evento ao qual Tairon Machado se refere ocorreu em 2021, portanto, 5 anos antes de o processo ser aberta. O clube pede pela prescrição do processo.

Também criticou que, após fazer um pedido inicial que ultrapassava os R$ 30 milhões, o ex-jogador atualizou a cobrança e quer agora receber do clube o exatos R$ 104.486.542,64 (cento e quatro milhões, quatrocentos e oitenta e seis mil, quinhentos e quarenta e dois reais e sessenta e quatro centavos).

“Encerra pedidos típicos daqueles que estão albergados pela gratuidade de justiça. Seria cômico não fosse trágico. Fala-se em um valor e logo em seguida se vê delirante multiplicação”, apontou o Santos.

O time da Vila Belmiro ainda apontou má-fé no processo, lembrou que revelou incontáveis aletas renomados e que suas categorias de base são o carro-chefe do clube. Então, defendeu seu departamento médico, chamando-o de excelente. Acusou Tairon de “falta de ética”, de “mentir sem pudor” e negou ter prejudicado a carreira do ex-atleta.

Em decisões iniciais, a Justiça mandou o processo ir para as Varas do Trabalho.

Tairon quer R$ 104 milhões em quantia classificada pelo ex-jogador como “um valor simbólico”.

Só de lucros cessantes ele quer R$ 26,4 milhões, por entender que perdeu a oportunidade de se tornar jogador profissional por conta das lesões e culpa o Santos por ter sido abandonado. Em danos materiais, mais R$ 5 milhões, e mais R$ 2 milhões por perdas e danos, por ter deixado de acertar com outros clubes.

Ele ainda aponta gastos com preparador físico estipulados em R$ 4,1 milhões, seguro contido pela Lei Pelé de R$ 10,5 milhões, R$ 15,9 milhões pelo que classificou como “rompimento da carreira de atleta”, mais multas contratuais de R$ 10,1 milhões, entre vários outros pedidos.

Tairon Trajano também informou ao Judiciário que está sofrendo ameaças após a divulgação do caso por parte da ESPN, no dia 15 de janeiro, e pediu que seja decretado o segredo de Justiça na ação, que é pública.

Um ex-atleta da base do Santos ingressou na Justiça contra o clube cobrando mais de R$ 30 milhões, alegando lesões sofridas quando ainda era criança, contratos infantis com cláusulas leoninas, desdém por parte da diretoria do clube e uma série de indenizações.

O processo foi aberto neste ano e corre na Justiça de São Paulo. O jogador, Tairon Trajano, narra sua trajetória no time da Vila Belmiro, que teve início em 2018, quando ele tinha apenas 13 anos de idade e disputou a Copa Ouro, onde chegou a ser artilheiro.

Tairon alega que, em 2023, o Santos decidiu dispensá-lo, mesmo com todas as lesões permanentes que lhe causaram transtornos e prejuízos para o resto de sua vida, segundo o próprio alegou à Justiça. E é por essa razão que ele decidiu abrir o processo.

Tairon diz que, aos 13 anos, já recebia um valor mensal de R$ 4 mil do Santos, que após a assinatura do contrato foram definidos como “bolsa atleta” e “auxílio moradia”. O atleta diz que o acordo tinha “cláusulas leoninas e desleais” contra ele, impondo multas excessivas ou indenizações apenas ao jogador e nada ao clube.

O ex-jogador também cita diversos gastos médicos, preparador físico, exmes e com fisioterapia ao longo dos anos para tratar dos joelhos lesionados quando ainda era criança. Também apontou que foi rejeitado por outros clubes pelas cicatrizes visíveis no joelho lesionado e também por “informações discriminatórias” passadas pelo Santos.

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