Marinho pede solução do Supremo contra uso irregular do MEI
O Supremo Tribunal Federal (STF) tem a responsabilidade de impedir o uso indevido do registro de microempreendedor individual (MEI) como forma de substituir contratos formais de trabalho, disse nesta quarta-feira (24) o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.
A declaração foi feita durante a apresentação da nova Relação Anual de Informações Sociais (Rais) Mensalizada, em Brasília. Segundo Marinho, a contratação de profissionais como pessoa jurídica em situações que apresentam características de emprego formal pode configurar fraude trabalhista.
Limites do MEI
Marinho defende que o MEI seja usado apenas por trabalhadores autônomos que exerçam atividades de empreendedorismo real, e não como alternativa para empresas evitarem obrigações trabalhistas.
Segundo o ministro, algumas funções não teriam perfil de atividade empresarial quando exercidas dentro da estrutura de uma empresa, como jornalistas, enfermeiros e cargos de gerência.
“Não se pode utilizar o MEI como forma de uma fraude trabalhista”, ressalta.
O Ministério do Trabalho considera irregular a contratação via MEI quando estão presentes elementos típicos de vínculo empregatício, como subordinação, pessoalidade, habitualidade e pagamento fixo.
Debate no Supremo
A manifestação ocorre enquanto o STF analisa ações relacionadas à chamada “pejotização”, que envolve a contratação de trabalhadores como pessoas jurídicas e a definição dos limites para reconhecimento de vínculo empregatício.
Para Marinho, permitir o uso indiscriminado de pessoas jurídicas em substituição a empregados formais poderia enfraquecer direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Horas extras
Durante o evento, o ministro também comentou sobre o pagamento de horas extras e afirmou esperar que empresas estejam cumprindo a legislação trabalhista.
Pelas regras atuais, a jornada regular é de até 44 horas semanais. Quando esse limite é ultrapassado, o trabalhador deve receber a remuneração adicional, salvo situações previstas em acordos de compensação ou banco de horas.
Marinho afirmou que empresas que deixarem de contabilizar ou pagar corretamente as horas extras poderão ser alvo de fiscalização e multas.
Jornada formal
Dados da Rais Mensalizada apresentados no evento mostram que grande parte dos trabalhadores formais tem jornadas superiores a 41 horas semanais. Atualmente, o limite no Brasil corresponde a 44 horas semanais, mas pode cair para 40 horas caso o Congresso aprove o fim da escala 6 por 1.
Principais números:
- 37,11 milhões de trabalhadores têm jornada acima de 41 horas semanais;
- 9,24 milhões de trabalhadores cumprem entre 31 e 40 horas por semana;
O ministro afirmou acreditar que a maior parte das empresas cumpre as regras, mas destacou que a fiscalização continuará atuando em casos de descumprimento.

abril 21, 2026Timberwolves conseguem grande virada ainda no primeiro tempo e empatam... - Leia Mais...
junho 9, 2026BRB precisa de R$ 8,8 bilhões para fazer frente a... - Leia Mais...
maio 26, 2026MEC contempla 504 cursinhos populares com benefícios de rede nacional - Leia Mais...
abril 12, 2026Renata Ruel vê pênalti de Gabriel Paulista em Sosa e... - Leia Mais...
abril 27, 2026Dívida Pública Federal cai 2,34% em março e volta aos... - Leia Mais...
maio 4, 2026Alckmin espera diálogo e “boa química” em encontro entre Lula... - Leia Mais...
fevereiro 25, 2026Empregadores têm até sábado para entregar informe de rendimento - Leia Mais...
janeiro 5, 2026UFSB OFERTA 3,5 MIL VAGAS DE GRADUAÇÃO NOS CAMPI DO... - Leia Mais...
janeiro 2, 2026Mulher sofre traumatismo crânio encefálico após ser atingida por árvore... - Leia Mais...
dezembro 16, 2025Greve nacional dos petroleiros tem novas adesões - Leia Mais...
fevereiro 17, 2026Ouro Negro: Vamos Nessa Kids leva alegria para as famílias... - Leia Mais...
abril 15, 2026Plano Nacional de Educação é marco para o país, dizem... - Leia Mais...















