Plano de desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do cacau é anunciado durante o Feagri
Foto: Manuela Cavadas/Ascom CAR
Os produtores de cacau na Bahia e no Brasil passarão a contar com uma política pública específica para o desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do fruto nos próximos quatro anos. O Plano Inova Cacau 2030 teve a portaria publicada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) nesta terça-feira (26), e anunciada pelo diretor geral da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), Tiago Guedes, durante a abertura do Fórum de Gestores da Agricultura da Bahia (Feagri), no Centro de Convenções Salvador (CCS).
O plano será coordenado pela Ceplac e tem como foco a elevação da produtividade, melhoria da qualidade, ampliação da renda dos produtores e fortalecimento da posição do Brasil como origem sustentável no mercado nacional e internacional.
“Com esse plano, aliado a outras políticas públicas voltadas ao setor realizadas recentemente com a participação da Seagri, vamos conseguir valorizar ainda mais a produção de cacau na Bahia, que possui uma das melhores amêndoas do mundo”, afirmou o secretário estadual da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Vivaldo Góis.
“Esse é um plano construído em 2023 com todos os elos do cacau no Brasil. A estratégia engloba os setores produtivo, social, ambiental e na governança, visando melhorar a produtividade e a sustentabilidade do cacau brasileiro”, declarou Guedes.
A proposta também prevê a ampliação da qualidade e agregação de valor à produção do cacau, promoção de assistência técnica e extensão rural aos agricultores. Cerca de 80% do fruto no país é produzido no bioma Mata Atlântica, tendo os estados da Bahia e do Pará como expoentes.
“Queremos uma cacauicultura cada vez mais forte, competitiva, com rastreabilidade principalmente na origem e fabricação, além de dar oportunidades e linhas de crédito específicas para os cacauicultores e cacauiculturas”, completou o diretor geral da Ceplac.
A execução do plano seguirá as diretrizes, os eixos estratégicos, as metas e os indicadores previstos no documento técnico aprovado em 2023, que poderá ser atualizado periodicamente, sem prejuízo dos objetivos e da estrutura da iniciativa. A participação de órgãos e entidades públicas, bem como de instituições privadas, ocorrerá de forma voluntária, mediante instrumentos jurídicos apropriados e em conformidade com a legislação vigente, sem geração automática de obrigações ou compromissos financeiros.
Fonte: Ascom/Seagri

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