Colégio estadual recebe exposição itinerante do Museu Geológico da Bahia
Foto: Edilson Araújo/SEC
Com olhares atentos a meteoritos, minerais e fósseis, os estudantes do Colégio Estadual Deputado Manoel Novaes, no bairro do Canela, em Salvador, vivenciaram, na prática, o conhecimento adquirido em sala de aula. A escola recebeu a exposição itinerante “Rochas que contam a história do universo”, do Museu Geológico da Bahia (MGB). A ação faz parte da programação da 24ª Semana Nacional de Museus, promovida pelo Ministério da Cultura (MinC) e Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM).
A iniciativa busca aproximar os jovens do ambiente do museu. A ideia é ampliar a experiência sensorial e despertar o interesse por áreas como Ciência, Geologia, História e Astronomia. A mostra traz uma parte do acervo do MGB, incluindo rochas espaciais, minerais, fósseis e maquetes de estruturas geológicas de Salvador.
Para Rafaela Santos, estudante do 2º ano, a exposição é uma ótima extensão do que se vê na escola. “A gente consegue compreender, na prática, tudo o que os professores de História e Geografia nos ensinam sobre os fósseis, a pré-história e as formações geológicas”, contou.
Já Heitor Araújo, também do 2º ano, compartilhou que a experiência o ajudou a refletir sobre a origem do nosso planeta e a imensidão do universo. “Quando olhamos essas pedras, como um quartzo ou uma ametista, a gente começa a se questionar sobre a formação delas. Com a explicação da equipe do museu, conseguimos aprofundar, ainda mais, o conhecimento que tivemos em sala de aula.”
A parceria entre o MGV e o Colégio Manoel Novaes transformou o ambiente escolar em um verdadeiro laboratório de Geologia. “Aqui, os estudantes podem visualizar, sentir, compreender e dialogar com a Geociência. É incrível ver como o tema desperta o interesse deles, que sempre participam e trazem muitas perguntas”, relatou a museóloga Elizandra Pinheiro.
Na visão do diretor da unidade escolar, Ricardo Teixeira, trazer o museu para a escola dá aos jovens a chance de sentir e tocar naquilo que estão aprendendo. “Muitos dos nossos estudantes só tinham ouvido falar de rochas como a ametista. Ver os alunos tendo essa experiência de olhar e tocar é muito especial. Acredito que, daqui para a frente, muitos terão mais interesse nas aulas, vontade de conhecer e de questionar. E isso, para nós que somos educadores, é muito gratificante”, afirmou o gestor.
Fonte: Ascom/SEC

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